Os estoques de sangue dos hemocentros de Campo Grande estão abaixo do nível desejado pelo Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul (Hemosul), no mês de maio. A quantidade de doações diminuiu 30% depois que o principal centro de coleta, situado na avenida Fernando Correa da Costa, fechou para reforma.

A enfermeira do Hemonúcleo da Santa Casa, Mariana Lima, confirma a necessidade de atrair mais doadores de sangue e explica o motivo da queda recente nas doações.

Mariana Lima afirma que outro fator que contribui com a escassez de sangue nos estoques é a falta de doadores voluntários e fidelizados à prática. “A maioria das pessoas que doa sangue vem por causa de um motivo específico e nunca mais volta”.  

A estudante Juliana Marra, 21, foi incentivada pelos pais a doar sangue, o que faz desde os 18 anos. “Na minha família todo mundo é doador, é uma sensação muito boa saber que você está ajudando alguém”.

A administradora Eliane Toniasso doa sangue a cada três meses e afirma ser importante poder salvar vidas. “Eu doo sangue desde 2005. O sentimento é de felicidade de poder ajudar alguém sem saber quem.” Toniasso revela que mobilizou pessoas para doarem sangue e afirma querer estimular ainda outras a fazerem o mesmo.

Serviço

Os interessados em doar sangue podem procurar os Hemocentros da Santa Casa, do Hospital Universitário e Hospital Regional Rosa Pedrossian.

A página do Hemosul na internet informa os critérios para doação de sangue e responde as dúvidas frequentes de quem procura os postos de coleta.

 

Repórteres: André Moura e Brenda Cirino