O número de atendimentos médicos via telemedicina aumentaram em 500% entre 2022 e 2025 no estado. Mato Grosso do Sul amplia a cobertura de telessaúde, com um registro de 18.630 tele-interconsultas. O sistema opera com as modalidades de teleconsultas, tele-interconsultas e teleconsultorias.

O serviço de tele-eletrocardiograma (tele-ECG) é realizado em 60 municípios do estado, com 84.880 exames registrados em 2025. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande registrou, até maio de 2026, cerca de 900 teleatendimentos e 500 telediagnósticos. Os principais telediagnósticos foram realizados por meio do tele-ECG e da retinografia digital.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) produziu o primeiro protocolo técnico estadual de acesso aos serviços de telessaúde, que estabelece critérios clínicos, éticos e operacionais para padronização dos atendimentos. A responsável pelo Núcleo de Telessaúde da Sesau, Núria Ananda Parron destaca que a rede municipal de saúde de Campo Grande está em fase de ampliação dos serviços de telessaúde nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).  “A telessaúde têm ampliado o acesso da população ao serviço de saúde, principalmente em situações em que há dificuldade em deslocamento, escassez de especialistas. Além disso, contribui para a qualificação da atenção primária, fortalece a integração entre os níveis de atenção e otimiza os recursos públicos do sistema de saúde de maneira geral. Há uma ampliação gradual na oferta de serviços e fortalecimento de parcerias institucionais, com o núcleo estadual de saúde e com ofertas nacionais, para ampliar o acesso da população na rede municipal”.

O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) inaugurou, em 2025, uma sala de telemedicina com o objetivo de ampliar o atendimento de telessaúde no local. As especialidades atendidas incluem psiquiatria, dermatologia e gastroenterologia. O gerente de Ensino e Pesquisa da Humap, Oleci Pereira afirma que o serviço está em fase inicial e existem projetos que objetivam aumentar o acesso da população aos serviços de telessaúde. “Estamos numa fase de organização e sensibilização do corpo clínico para essa modalidade de atendimento, porque, tudo que é novo, gera uma certa resistência dos profissionais. Então, a gente tem uma utilização muito esporádica. São especialidades que já tem feito essa modalidade de atendimento remota , principalmente com os pacientes que são acompanhados no nosso ambulatório”.

Relatório divulgado pelo Humap mostra que, durante o ano de 2025, foram realizados 83 atendimentos de telessaúde no Humap. Pereira ressalta que o espaço atende a teleducação. “A teleducação, de todas as modalidades, é a que a gente tem utilizado mais. É a mais divulgada e mais aceitável pela comunidade acadêmica e profissional. Então, hoje tem o ambiente virtual de aprendizagem em que a gente utiliza essa sala de telemedicina e também o nosso estúdio para fazer as gravações e divulgar”.

A jornalista Lidiane Rodrigues afirma que utiliza serviço pela facilidade e comodidade. “Eu conheci o telessaúde por meio de uma amiga. Eu estava mal e não estava tendo força e coragem pra ir no hospital, ela falou que eu conseguiria passar pelo médico por meio do aplicativo do plano de saúde. Não precisei enfrentar filas no pronto atendimento e foi completo, o médico me receitou remédios, exames e passou atestado”.