[caption id="attachment_1580" align="alignleft" width="212"]Doação de sangue Faltam bolsas de sangue da tipagem O- negativa, no total há somente 6,2% disponível na Hemorrede[/caption] Novas tecnologias, investimentos e campanhas contribuem para aumentar o número de doadores no país, além de oferecer mais segurança e qualidade do sangue coletado. Segundo o Ministério da Saúde, hoje a população doadora de sangue em Mato Grosso do Sul é de 2,5%, quantidade acima da media nacional, que é de 1,9%. O número de doadores no país ainda esta abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que é de 3% a 5%. O Ministério da Saúde investirá R$ 17 milhões por ano que atenderá os hemocentros. Estão previstas renovações e ampliações de parques tecnológicos, com aquisição de mais equipamentos de centrifugação do sangue e novos equipamentos de laboratório. No país, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui 368 hemocentros regionais. Além dos investimentos, esta em implementação, uma nova tecnologia, o Teste de Ácido Nucleico (NAT), que reduz o risco de transmissão de agentes virais transmissíveis por transfusão, como o HIV e a Hepatite C. Segundo o coordenador de sangue e hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, “com este teste a qualidade e segurança do sangue aumenta bastante”, e é mais barato. Com o NAT é mais rápido detectar doenças como a Hepatite C, que demorava 60 dias para detectar o vírus, com o novo teste este tempo cai para 14 dias. Segundo Genovez são coletadas 3,6 milhões de bolsas de sangue no Brasil, dos quais 57% são testados nos hemocentros com o NAT, que está disponível em sete estados. "Com a implantação da tecnologia nos outros sete hemocentros, 100% do sangue brasileiro testado", conclui. Mato Grosso do Sul, é um dos estados que terá a nova tecnologia. A assessora de comunicação do Hemosul, Mayra Beatriz Franceschi, afirma que o NAT já está em funcionamento, com este teste é possível identificar algumas doenças do sangue com uma janela imunológica bem menor. “Isso aumenta ainda mais a segurança do sangue na Hemorrede-MS”, conclui. Campanhas de doação de sangue Outro estímulo para as doações são as campanhas; atualmente, 3,6 milhões de pessoas (2% da população) têm o hábito de doar sangue. Segundo o Ministério da Saúde, 41,3 das pessoas da faixa etária de 18 a 29 anos são as que mais doam sangue. No Estado, segundo Franceschi o Hemosul coleta em média dois mil bolsas por mês, e o Hemorrede- MS seis mil bolsas por mês. A maioria dos doadores é do sexo masculino, 58%, e as mulheres representam 29% de participação; quanto a faixa etária, dos 16 a 29 anos é  31%, e acima de 29 anos é  48% da população doadora. A última campanha realizada pelo Hemosul, em Campo Grande, coletou 208 bolsas de sangue. Mesmo assim, são necessários doadores do tipo sanguíneo O- negativo, que até o momento conta com apenas quatro bolsas de sangue dessa tipagem.  Do total do banco de sangue na Hemorrede, apenas 6,2% de O- está disponível. Doar sangue é um processo simples e, conforme a nova lei de doação aprovada em 2011, todos os cidadãos entre 16 e 67 anos em bom estado de saúde podem ser doadores. Os jovens de 16 e 17 anos devem apresentar consentimento dos responsáveis. O doador Jean Carlo, 24 , admite que sempre teve vontade de doar sangue, pois acha importante ajudar as pessoas que necessitam de transfusão, “tanto que periodicamente vou doar sangue”. Alline Gois