A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Santa Mônica, inaugurada no dia 1° de julho, começou a funcionar no dia 21 devido a falta de funcionários. A Justiça Eleitoral proibiu que qualquer obra fosse entregue depois do dia 2 por causa do ano eleitoral. Antes de ser criada, a UPA Vila Almeida era uma das únicas que atendia a região Oeste, a maior da cidade.
Segundo o assessor de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Dirceu Martins, o objetivo da UPA é "desafogar as unidades da região que estão lotadas", principalmente, a Unidade Vila Almeida, que além de atender a população dos bairros Santo Amaro e Vila Almeida, ainda recebe pessoas de outros municípios como Bodoquena, Guia Lopes e Terenos.
O caminhoneiro Luciano Lemes trabalha próximo ao local e costuma frequentar a UPA Vila Almeida e afirma que só conseguiu encontrar o prédio por meio das placas de localização porque existe pouca informação sobre essas unidades. “Meu pai passou mal e resolvi vir aqui na UPA Santa Mônica. Hoje é o primeiro atendimento. Lá na Vila Almeida é muito demorado”.
O gerente administrativo da UPA da Vila Almeida, Bruno Henrique Rodrigues da Silva, explica que a unidade possui uma limitação física de 25 leitos, com a Emergência. Destacou que os funcionários ficam sobrecarregados pela falta de assistência médica próxima ao local e por atender muitos pacientes diariamente. “Mesmo se todo mundo tirar a ficha para aguardar o atendimento, e for atendido rápido na triagem, eu ainda tenho esse limite físico. A espera é para passar pelos leitos”.
Silva explica que esperava um menor número de atendimentos no Vila Almeida, mas que o objetivo de 40% foi atingido. No dia em que a UPA foi aberta, afirma que houve 20 atendimentos de crianças, quando poderia atender aproximadamente 200, embora sem previsão de contratação de pediatras para a nova unidade.
(Foto: Danielle Mugarte)
As Unidades de Pronto Atendimento são classificadas em três tipos e a definição é feita de acordo com a população da região que será atendida pela UPA, a estrutura física e humana do local, que inclui leitos e capacidade de atendimentos diários. Cada tipo define o valor a ser investido para implantação da unidade e despesas de custeio.
A gerente da UPA Santa Mônica, Marinalva Machado, explica que a unidade não possui pediatria porque pertence ao segundo tipo e isso faz com que eles trabalhem com um número mínimo de funcionários. Ela também afirma que a população começou a conhecer a nova UPA e que isso influencia no baixo atendimento do local. “Tudo o que é novo assusta, a rotina deles é ir direto para as outras unidades. Mas acredito que mais ou menos em uns quinze dias eles estarão acostumados”.
A prefeitura de Campo Grande investiu 3,5 milhões de reais na obra da nova UPA Santa Mônica, que ficou parada durante a gestão de Gilmar Olarte.
UPA Santa Mônica irá atender os bairros mais distantes da cidade
- (Foto: Danielle Mugarte)