Os setores de serviço e comércio apresentaram crescimento na rotatividade de trabalhadores em Mato Grosso do Sul. O setor do comércio registrou mais admissões do que desligamentos em maio deste ano, com uma variação positiva de 0,31% em relação ao mês de abril. O setor de serviços apresentou crescimento na contratações de trabalhadores, com um aumento de 0,34%. As condições de trabalho e os salários oferecidos pelos estabelecimentos estão entre os fatores associados à alta rotatividade no comércio. 

Mato Grosso do Sul apresentou a terceira menor taxa de desocupação do país, com 3,8%, referentes ao segundo trimestre de 2024. A comparação entre maio e junho indica continuidade nos saldos positivos e queda do desemprego no estado. A alta rotatividade de trabalhadores permanece elevada em serviços como atendimentos em restaurantes, bares, lojas e mercados.

A secretária Municipal da Juventude (SEJUV), Michele Ferreira explica que o órgão disponibiliza 15 cursos efetivos profissionalizantes para jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho. Michele Ferreira afirma que as oportunidades atendem ao público entre 15 e 29 anos, e as vagas são estendidas para outras faixas etárias por falta de jovens interessados na profissionalização. "Nós temos o Juventude na Rota, com cursos online que disponibilizam certificação. A plataforma possui mais de 100 cursos disponíveis, que envolvem a parte de gastronomia, marketing digital, empreendedorismo e muitos outros".

A acadêmica do curso de Psicologia da Faculdade Insted, Karine de Oliveira Araújo afirma que a falta de respeito e profissionalismo de seu superior foi o principal motivo para o pedido de demissão. Karine Araújo ressalta que a carga horária excessiva influenciou sua decisão de solicitar o desligamento do vínculo empregatício. "É um trabalho que demanda muito esforço, com uma jornada muito exaustiva e com um salário que não correspondia com as funções que eram atribuídas. Eu chegava em casa exausta, era muita cobrança e não tinha descanso".

A contadora Regina Lopes trabalhou como freelancer em um bar de Campo Grande e explica que parou de aceitar trabalhos na área devido ao tratamento desrespeitoso por parte dos empregadores e das péssimas condições de trabalho. “Vários homens embriagados acreditavam que podiam assediar as garçonetes; era uma falta de respeito imensurável. O local onde nos trocávamos era muito sujo, o ambiente em que jantávamos era inviável e com uma estrutura insalubre para os colaboradores”.