Campo Grande terá duas mulheres na disputa para o cargo de prefeita. Adriane Lopes (PP) e Rose Modesto (União) foram as duas candidatas mais votadas, com 140.913 votos (31,67%) e 131.525 votos (29,56%), respectivamente. A capital registrou um total de 481.399 votos, abstenções foram 164.799, número maior do que votos para Adriane Lopes, a primeira colocada.
A capital terá pela primeira vez uma prefeita mulher eleita diretamente no processo de escolha pela população. A prefeita Adriane Lopes foi eleita como vice-prefeita de Marcos Trad em 2020. A diferença de números de votos, no primeiro turno, foi de 2% entre as candidatas Adriane Lopes e Rose Modesto.
A candidata Rose Modesto destacou que durante a campanha divulgaram informações inverídicas, "fake news", que envolveram seu nome, como escândalos de corrupção e irregularidades em financiamento de campanha. "Uma eleição dura contra três máquinas de Campo Grande, mas isso é a prova que os eleitores estão atrás de mudança, e hoje quem representa a mudança é a nossa candidatura". Rose Modesto ressalta que ela e sua equipe se preparam para apresentar suas propostas para quem desconhece seu plano de governo.
A prefeita Adriane Lopes comenta que a quantidade de votos foi inesperada. O Instituto Paraná Pesquisas divulgou no dia três de outubro uma pesquisa em que Adriane Lopes aparecia em terceiro lugar na intenção de votos. "Foi uma grande surpresa desde da primeira urna aberta até o final da apuração".
As vereadores Ana Portela (PL) e Luíza Ribeiro (PT) são as únicas mulheres eleitas na Câmara Municipal de Campo Grande. Maria Luiza Pimenta da Cunha, de 55 anos, ressaltou que o resultado de duas mulheres na disputa pela prefeitura como uma representação feminina no governo. "Um olhar feminino na cidade ajuda muito, eu torço que elas sejam representantes do povo literalmente".
Segundo a chefe da Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp) de Mato Grosso do Sul, Joelma Belchior houve 30 ocorrências no estado como boca de urna, propaganda irregular, compra de votos e violação do sigilo do voto. De acordo com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS), desembargador Carlos Eduardo Contar o sistema de votação é eficiente e é importante a colaboração de todos os envolvidos no processo eleitoral. O estado teve 8.137 urnas em operação, com a substituição de 47 delas, valor que representa 0,50% do efetivo.
Crédito: Emilly Oliveira
A população de Campo Grande elegeu 29 vereadores, duas mulheres e 14 reeleitos:
| Marquinhos Trad (PDT) | 8.567 votos |
| Rafael Tavares (PL) | 8.128 votos |
| Carlão (PSB) | 6.912 votos |
| Silvio Pitu (PSDB) | 6.409 votos |
| Veterinário Francisco (União) | 6.371 votos |
| Fábio Rocha (União) | 6.314 votos |
| Professor Riverton (PP) | 6.271 votos |
| Junior Coringa (MDB) | 6.131 votos |
| Dr Victor Rocha (PSDB) | 5.355 votos |
| Professor Juari (PSDB) | 5.050 votos |
| Flavio Cabo Almi (PSDB) | 5.003 votos |
| Luiza Ribeiro (PT) | 4.982 votos |
| André Salineiro (PL) | 4.782 votos |
| Papy (PSDB) | 4.641 votos |
| Ana Portela (PL) | 4.577 votos |
| Neto Santos (Republicanos) | 4.576 votos |
| Maicon Nogueira (PP) | 4.236 votos |
| Delei Pinheiro (PP) | 4.179 votos |
| Wilson Lands (Avante) | 4.148 votos |
| Herculano Borges (Republicanos) | 4.119 votos |
| Beto Avelar (PP) | 4.063 votos |
| Doutor Jamal (MDB) | 4.030 votos |
| Landmark (PT) | 4.022 votos |
| Clodoilson Pires (Pode) | 3.859 votos |
| Jean Ferreira (PT) | 3.768 votos |
| Doutor Lívio (União) | 3.636 votos |
| Ronilço Guerreiro (Pode) | 3.244 votos |
| Leinha (Avante) | 3.167 votos |
| Otávio Trad (PSD) | 2.426 votos |