O número de furtos e roubos aumentou em Campo Grande, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). Nos primeiros quatro meses de 2014, foram registrados 6.425 ocorrências desses crimes na capital. Esse número representa uma alta de 14% em comparação ao mesmo período de 2013. Grande parte dessas ocorrências está relacionada com furtos ou roubos à residências.
Segundo o advogado Rafael Almeida Silva, a diferença está relacionada às condições em que o delito é praticado. “O furto é quando não há presença de ninguém na residência, não há grave ameaça ou violência. O roubo é quando o crime é cometido mediante violência”. A falta de punição a esse tipo de crime, especialmente furtos resulta em casos como o de Murilo Crisanto de Lima, jovem de 18 anos que acumula mais de 40 passagens pela polícia, a última por uma série de furtos realizados no fim do mês passado. Silva destacou que “geralmente quem é pego por furto fica pouco tempo preso porque a pena inicial é pequena, de um a quatro anos. Às vezes o juiz determina o pagamento de multa, cesta básica ou prestação de serviços comunitários, as chamadas penas alternativas”.
O delegado titular da Delegacia Especializada em Repressão a Roubos e Furtos (DERF), Fabiano Nagata, conhece essa realidade. Segundo ele, “o crime de furto tem pena mais branda, diferentemente do roubo, que se alguém vai preso fica por um bom tempo. Roubo é mais grave, é mais difícil sair”. No caso do roubo, a pena varia de quatro a dez anos.
Para prevenir esse tipo de crime, muitas pessoas recorrem a equipamentos de segurança eletrônica. A coordenadora pedagógica Cláudia Gozzo instalou cerca elétrica e alarme depois de ter sua casa furtada no ano passado, mesmo período em que foi informada sobre mais seis pessoas que também teriam sido furtadas ou assaltadas em seu bairro. O editor de livros Valter Jeronymo também passou por situação parecida.
Segundo o analista de segurança Jamal Abdel, os equipamentos mais procurados para a segurança domiciliar são câmeras, alarme e cerca elétrica, especialmente em véspera de grandes feriados e no fim de ano, quando as pessoas costumam viajar. Para quem não tem condições de investir tanto, existem dicas simples como limpar os jardins para evitar aspecto de abandono e evitar manter bens de valor como jóias e grandes quantias de dinheiro em casa.
Para o delegado Nagata, esses crimes ocorrem geralmente no período da tarde, em residências vazias.
Repórter: Raquel de Souza

