A lei que autoriza a criação do crematório público de Campo Grande foi sancionada pelo prefeito Alcides Bernal (PP) e publicada, esta semana (19), no Diário Oficial do Município. O autor do projeto de Lei, vereador Eduardo Romero (PT do B) explicou a importância da criação de crematórios.  “Além da capacidade quase zero dos cemitérios existentes, tem ainda questões de saúde pública e meio ambiente, já que com o sepultamento em covas, o solo é contaminado com o líquido produzido pela decomposição dos cadáveres nos cemitérios, que posteriormente, pode trazer problemas para a saúde humana coma contaminação dos lençóis freáticos”.

A lei gerou polêmica com o setor funerário, que vê a necessidade de construção de mais um cemitério público. Ambientalistas defendem que o uso de crematórios reduz danos ambientais, além de conservar áreas públicas para outros fins, como para a construção de escolas ou postos de saúde. Para o coordenador do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul , Haroldo Borralho,  a capital entra no ciclo das cidades que, após construir crematórios públicos, preservarão o meio ambiente. O projeto foi sugerido por entidades da sociedade civil, como Associação dos Aposentados, Fórum do Meio Ambiente, Fórum da Cidadania, Cedampo e Abccon.

Antonio Negruny Michel Lorãn