As apreensões por tráfico de drogas aumentou 31,98% em Mato Grosso do Sul, entre janeiro e setembro deste ano. O índice de apreensões registradas em Campo Grande foi 92% maior nos primeiros nove meses, comparado a 2023. A maconha foi a substância ilícita com maior interceptação, seguida pela cocaína e pasta base. O crescimento nas apreensões de drogas ocorreu devido à intensificação da fiscalização nas fronteiras de Mato Grosso do Sul com a Bolívia e o Paraguai.
Os registros de apreensões em 2024 indicam um aumento de 112 toneladas de entorpecentes em comparação com o mesmo período do ano passado. A deflagração de operações contra o narcotráfico ocorre em rodovias que levam à países e a estados limítrofes. As prisões por tráfico no estado aumentaram 4% em decorrência do crescimento da retenção de narcóticos.
Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreende caminhão com entorpecentes - (Foto: Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública - SEJUSP/MS)O diretor do Departamento de Operações de Fronteiras (DOF), tenente-coronel Wilmar Fernandes destaca que o departamento intensificou as operações em regiões de fronteira com o aumento do efetivo policial, cursos de especialização e investimentos em tecnologia para auxiliar no combate ao tráfico de drogas. "As regiões com o maior índice de apreensões são Ponta Porã, Corumbá, Amambai e Mundo Novo. O fato de o estado estar na fronteira de dois países, como Bolívia e Paraguai, grandes produtores de maconha e cocaína, têm grande influência nas apreensões desses entorpecentes".
O delegado adjunto da Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), Felipe Potter explica que as táticas operacionais de enfrentamento ao narcotráfico são diferentes para cada operação realizada pela DENAR. "Em termos econômicos, as apreensões cujo impacto é sentido pelas organizações criminosas são aquelas de drogas sintéticas como a cocaína, seja na sua forma em pó ou na forma de crack. Isso ocorre, porque pequenas quantidades equivalem a preços altos no Brasil e no exterior".
Segundo a inspetora da Policia Rodoviária Federal (PRF), Stéfanie Amaral a polícia rodoviária controla a eficácia das ações de combate ao crime a partir da quantidade de apreensões de drogas, armas, dados estatísticos comparativos entre anos anteriores e o mapeamento das rotas que são utilizadas pelos criminosos. "As autoridades intensificam o combate e as organizações [criminosos] buscam alternativas para o transporte ilegal. Isso exige estratégias contínuas e flexíveis para combater as mudanças que ocorrem dentro dos cartéis criminosos".
Apreensões de tabletes de maconha feitos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Mato Grosso do Sul
- (Foto: PRF-MS)