O primeiro debate entre candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul nas eleições de 2026 reuniu os oito concorrentes no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul (Crea-MS) em Campo Grande. O evento, organizado e mediado pelo Jornal Midiamax , teve críticas à gestão do governador e candidato à reeleição Eduardo Riedel (PP). Apoiadores de Riedel e do candidato João Henrique Catan (Novo) se envolveram em confusão que terminou em agressão física.
O debate ocorreu na segunda-feira, 21 de setembro, e teve a participação de Daniel Lemes, do PCO; Delcídio Amaral, do PRD; Fábio Trad, do PT; Jeferson Bezerra, do Agir; Lucien Rezende, do Psol; Renato Gomes, do DC; Riedel (PP) e Catan (Novo). O debate dividiu-se em quatro blocos, com pautas como investimentos em educação, valorização de servidores públicos, formação profissional, combate ao crime na fronteira com o Paraguai, cultura e saúde pública. Apoiadores aguardavam as propostas e as ideias dos candidatos para os problemas do estado, antes do início do debate.
A estudante do curso Técnico Integrado em Informática do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) Daniela Amanda Feitosa Pereira (18) afirmou que esperava propostas voltadas aos estudantes. Daniele Pereira participa do programa federal Pé-de-Meia, sancionado pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva e citou o benefício ao explicar o apoio ao candidato Fábio Trad. Paulo César Tavares (51), apoiador de Eduardo Riedel, afirmou que espera prestação de contas da gestão atual e propostas para as áreas da saúde, segurança e educação pública. O Subtenente do Corpo de Bombeiros, Luís Alberto Mota, candidato a deputado federal pelo partido Novo e apoiador de João Henrique Catan destacou que “quero resgatar as escolas cívico-militares” e defendeu a unificação da Segurança Pública.
Candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fábio Trad questionou a gestão de Riedel no setor de segurança pública ao citar investigação realizada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que apontou desvio de verba pública do hospital Santa Casa de Campo Grande. Ele ressaltou que o governador "não conseguiu conter" as fraudes financeiras e afirmou ‘‘haver uma corrupção generalizada" no governo. Trad citou investigações que envolvem órgãos como o Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran), a Secretaria de Estado de Educação (Sed), a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Saúde (Ses). Riedel rebateu as críticas e defendeu as ações da gestão. O governador citou o investimento de R$ 600 milhões na segurança pública, apreensões de drogas e mandados de prisões, que integram a estratégia operacional do governador contra o crime organizado.
Daniel Lemes (PCO) questionou a atuação do governador no setor de Segurança Pública, nas políticas voltadas às comunidades indígenas e chamou Riedel de “genocida” ao defender que a gestão atual não garantia a segurança para população indígena. João Henrique Catan questionou os gastos públicos do atual governador e afirmou que “o povo indígena quer ser libertado, quer gerir, quer ter orçamento, quer ter condições, quer ter dignidade.” O candidato finalizou com críticas à gestão da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP).
Apoiadores de Eduardo Riedel e João Henrique Catan se envolveram em confusão que terminou em agressão física no primeiro intervalo do debate. Apoiador de Riedel não identificado agrediu uma mulher que acompanhava o grupo de Catan. Os grupos foram separados pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (PMMS) que conteve as reações das pessoas.
O jornalista e apresentador do Jornal Midiamax, Rodrigo Santos acompanhou o episódio e presenciou empurrões durante o tumulto. Ele afirmou que a segurança do local controlou rapidamente a confusão. Os apoiadores de Fábio Trad foram afastados, assim como o indivíduo que cometeu a agressão. O jornalista Rodrigo Santos, depois da situação, ressaltou que "as pessoas começaram a prestar mais atenção ao debate e torcer menos."
Victor Nassar, apoiador de Eduardo Riedel, também comentou o episódio, destacou que as agressões foram “sem querer”. Nassar afirma que o ocorrido foi infeliz e criticou a postura dos demais candidatos. “O que estou vendo ali é que é um ataque a uma pessoa só”.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu o dia 4 de outubro, domingo, como o primeiro turno das eleições de 2026. Os eleitores escolhem presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual.