Campanha deve contemplar diversas cidades de Mato Grosso do Sul[/caption]
O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) inicia as atividades da Semana Estadual de Prevenção ao Câncer Bucal a partir deste domingo, 3. Entre as ações oferecidas pela iniciativa está um folder informativo em Guarani, que será distribuído à comunidades indígenas de todo estado. De acordo com o presidente do CRO-MS, Francisco Grilo, algumas orientações precisam ser levadas às aldeias. “Alguns hábitos são nocivos e temos que conscientizar as pessoas”, ressalta. A campanha agrega comunidades de Ponta Porã, Dourados, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Laguna Carapã, Iguatemi, Naviraí, Eldorado e Sidrolândia. Aldeias urbanas de Campo Grande também serão contempladas.
Segundo dados de 2012, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do país, com 61.737 nativos. A mensagem impressa no informativo será “Previna o Câncer de Boca. Consulte um dentista”, que em Guarani lê-se “Eñeñangareko ani osê akytãvai mbarete nde jurúre. Eñemboja tãipohanohárape”.
Para a dona de casa, Vera Regina moradora da Aldeia Urbana Marçal de Souza, a campanha não é suficiente, pois a comunidade carece de atendimento no local. “Nós, que somos do Marçal de Souza, dependemos do posto do Tiradentes. Pra gente que é mulher tem ainda que cuidar das crianças”
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Campanha deve contemplar diversas cidades de Mato Grosso do Sul[/caption]
O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) inicia as atividades da Semana Estadual de Prevenção ao Câncer Bucal a partir deste domingo, 3. Entre as ações oferecidas pela iniciativa está um folder informativo em Guarani, que será distribuído à comunidades indígenas de todo estado. De acordo com o presidente do CRO-MS, Francisco Grilo, algumas orientações precisam ser levadas às aldeias. “Alguns hábitos são nocivos e temos que conscientizar as pessoas”, ressalta. A campanha agrega comunidades de Ponta Porã, Dourados, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Laguna Carapã, Iguatemi, Naviraí, Eldorado e Sidrolândia. Aldeias urbanas de Campo Grande também serão contempladas.
Segundo dados de 2012, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do país, com 61.737 nativos. A mensagem impressa no informativo será “Previna o Câncer de Boca. Consulte um dentista”, que em Guarani lê-se “Eñeñangareko ani osê akytãvai mbarete nde jurúre. Eñemboja tãipohanohárape”.
Para a dona de casa, Vera Regina moradora da Aldeia Urbana Marçal de Souza, a campanha não é suficiente, pois a comunidade carece de atendimento no local. “Nós, que somos do Marçal de Souza, dependemos do posto do Tiradentes. Pra gente que é mulher tem ainda que cuidar das crianças”.
Além do folder em Guarani, o CRO-MS promove a campanha também na versão em português. No domingo, 3, o informativo será distribuído na avenida Afonso Pena com a rua 14 de julho, a partir das 9h. A solenidade oficial de abertura da Semana Estadual de Prevenção ao Câncer Bucal acontece na segunda-feira, 4, às 13h30, no plenário Câmara Municipal de Campo Grande. A cirurgiã-dentista, Marcia Rodrigues Gorisch, fará uma palestra sobre o tema da campanha.
https://soundcloud.com/primeiranoticia/entrevista-campanha-c-ncer-de
Histórico
Desde 2011, a Semana Estadual de Prevenção ao Câncer Bucal acontece anualmente na segunda semana de novembro. A programação é composta por encontros, debates, campanhas educativas e outras atividades que visem a orientar e prevenir o câncer bucal na população sul-mato-grossense.
Sintomas e prevenção do câncer bucal
A idade superior a 40 anos, vício de fumar cachimbos e cigarros, consumo de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas, são os principais fatores que causam o câncer de boca.
Aparecimento de feridas na boca, que não doem e não cicatrizam em uma semana, ulcerações superficiais com menos de 2 cm de diâmetro, indolores, com ou sem sangramento e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal, são os principais sintomas da doença em seu estágio inicial.
Dificuldade para falar, mastigar e engolir, emagrecimento acentuado, dor e presença de linfadenomegalia cervical, caroço no pescoço, são sinais de câncer de boca em estágio avançado.
Prevenir a doença é possível pela prática de hábitos saudáveis, que incluem evitar o consumo excessivo de álcool; evitar fazer uso excessivo de cachimbos e cigarros; evitar exposição ao sol sem proteção; evitar o uso de próteses desajustadas à sua boca; ter uma boa higiene bucal, escovar os dentes quatro vezes ao dia, de preferência após todas as refeições; ter um acompanhamento odontológico frequente; manter uma dieta saudável, rica em frutas e legumes; realizar autoexame da boca, procurando qualquer tipo de alteração como feridas, inchaços ou manchas.
Repórter: Jones Mário
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O Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul (CRO-MS) inicia as atividades da Semana Estadual de Prevenção ao Câncer Bucal a partir deste domingo, 3. Entre as ações oferecidas pela iniciativa está um folder informativo em Guarani, que será distribuído à comunidades indígenas de todo estado. De acordo com o presidente do CRO-MS, Francisco Grilo, algumas orientações precisam ser levadas às aldeias. “Alguns hábitos são nocivos e temos que conscientizar as pessoas”, ressalta. A campanha agrega comunidades de Ponta Porã, Dourados, Coronel Sapucaia, Aral Moreira, Laguna Carapã, Iguatemi, Naviraí, Eldorado e Sidrolândia. Aldeias urbanas de Campo Grande também serão contempladas.
Segundo dados de 2012, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Mato Grosso do Sul possui a segunda maior população indígena do país, com 61.737 nativos. A mensagem impressa no informativo será “Previna o Câncer de Boca. Consulte um dentista”, que em Guarani lê-se “Eñeñangareko ani osê akytãvai mbarete nde jurúre. Eñemboja tãipohanohárape”.
Para a dona de casa, Vera Regina moradora da Aldeia Urbana Marçal de Souza, a campanha não é suficiente, pois a comunidade carece de atendimento no local. “Nós, que somos do Marçal de Souza, dependemos do posto do Tiradentes. Pra gente que é mulher tem ainda que cuidar das crianças”