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A palestrante Doralice Martins[/caption]
A
Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul e o
Arquivo Público Estadual promoveram nos dias 15 e 16 de outubro a Segunda Semana do Arquivo Público, onde foram oferecidas palestras voltadas para a preservação de documentos históricos e lançada a página web com os documentos digitalizados.
A coordenadora do evento, Lira Dequech, explica que o objetivo do evento foi trazer conhecimento para a população. “É impressionante a diversidade do público, temos participantes que vieram de outros municípios, pessoas do mestrado de matemática, da área de recursos humanos, entre outros”, afirmou.
A estudante de mestrado em Matemática da
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Ana Carolina, participa do grupo de pesquisa História da Educação em Matemática. Para ela, os cursos oferecidos são importantes para sua pesquisa, tanto na preservação dos documentos como para o levantamento de fontes.
“O evento contribui para a preservação de documentos, que são tão importantes para a memória do nosso Estado”, disse.
No evento, houve o lançamento do Guia de Referências Bibliografias da História de Mato Grosso Uno e Mato Grosso do Sul. O material está disponível em formato digital na página
www.arquivopublico.ms.gov.br. Segundo Dequech, a digitalização dos documentos tem dois objetivos, que é preservar o documento original e permitir à população o acesso a estes conteúdos.
A superintendente de documentação e tecnologia da informação, Doralice Martins, que proferiu palestra sobre gestão de documentos e legislação, comentou que a lei 8.159 de 1991 decreta que o poder público define e dá as diretrizes arquivistas no estado de Mato Grosso do Sul, e que somente agora a legislação é cumprida.
Uma das problemáticas apontada por Doralice é a falta de profissionais na área de arquivologia. “A falta de conhecimento aliado aos preconceitos aos arquivos faz com que a gente não dê um impulso na administração pública”, detalhou.
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Lira Dequech, Doralice Martins, Leda Ferreira[/caption]
A coordenadora geral do
Arquivo Histórico de Campo Grande (ARCA), Leda Ferreira, destaca que a maior preocupação é buscar profissionais de arquivologia, pois a equipe que trabalha atualmente no instituto em breve se aposentará.
"Não há investimento nessa área e a maioria dos profissionais vem de outras regiões do país para trabalhar na capital”, esclareceu.
Lira Dequech comenta que desde que o Arquivo Público estadual foi criado, em 1987, sempre houve necessidade de profissionais de arquivologia. “Há poucos cursos no Brasil e a demanda de mão-de-obra especializada é escassa. Essa problemática é no país inteiro”, finalizou.
Alline Gois
Carla Scarpellini