Em plenário, o CFF aprovou o texto da proposta para a prescrição farmacêutica. (Foto: Yosikazu Maeda)[/caption]
A resolução n° 585/2013, que autoriza a prescrição de medicação por farmacêuticos, foi publicada no dia 26 de setembro no Diário Oficial da União. O texto havia sido aprovado por unanimidade pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 30 de agosto, durante reunião plenária realizada na cidade de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.
Na prática, farmacêuticos estão liberados para prescrever medicamentos e produtos com finalidade terapêutica cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados, formulações magistrais, sejam alopáticos ou dinamizados, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal.
Conforme o texto da resolução, a prescrição farmacêutica é definida como ato pelo qual o farmacêutico seleciona e documenta terapias farmacológicas e não farmacológicas, e outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, e à prevenção de doenças.
O médico Roni Motizuky é contra a proposta. Segundo ele, só os médicos conseguem fazer um diagnóstico clínico e prescrever um tratamento, pois os farmacêuticos não possuem em sua formação acadêmica esse conhecimento. “A prescrição de medicação deveria ser restrita aos médicos. Cabe a nós fazer o diagnóstico do paciente e saber o melhor tratamento para esse paciente”, diz.
Para a acadêmica do 8° semestre de Farmácia da UFMS, Camila Bitencourt, o farmacêutico é o único profissional habilitado para trabalhar com o medicamento, uma vez que este profissional entende tudo sobre os fármacos, desde a síntese até a distribuição. Tudo isso passa pelo processo de interação medicamentosa, com enfoque sempre na saúde do paciente.
“A prescrição farmacêutica veio como um subsídio para os farmacêuticos, como valorização da própria profissão. Ela foi tomada em virtude de que a profissão médica já não é mais suficiente para suprir todas as necessidades do paciente”, explica a acadêmica. “Há a necessidade de uma descentralização na saúde. Precisa tirar esse poder centralizado do médico, porque ele sozinho não consegue fazer tudo e a gente precisa de agilidade nos sistemas únicos de saúde”, completa Bitencourt.
Ainda não há consenso sobre a questão, mas algumas pessoas acreditam que a resolução pode beneficiar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
https://soundcloud.com/primeiranot-cia/sonora-janeth-marques
Reportagem: Lays Colombelli
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Em plenário, o CFF aprovou o texto da proposta para a prescrição farmacêutica. (Foto: Yosikazu Maeda)[/caption]
A resolução n° 585/2013, que autoriza a prescrição de medicação por farmacêuticos, foi publicada no dia 26 de setembro no Diário Oficial da União. O texto havia sido aprovado por unanimidade pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 30 de agosto, durante reunião plenária realizada na cidade de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.
Na prática, farmacêuticos estão liberados para prescrever medicamentos e produtos com finalidade terapêutica cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados, formulações magistrais, sejam alopáticos ou dinamizados, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal.
Conforme o texto da resolução, a prescrição farmacêutica é definida como ato pelo qual o farmacêutico seleciona e documenta terapias farmacológicas e não farmacológicas, e outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, e à prevenção de doenças.
O médico Roni Motizuky é contra a proposta. Segundo ele, só os médicos conseguem fazer um diagnóstico clínico e prescrever um tratamento, pois os farmacêuticos não possuem em sua formação acadêmica esse conhecimento. “A prescrição de medicação deveria ser restrita aos médicos. Cabe a nós fazer o diagnóstico do paciente e saber o melhor tratamento para esse paciente”, diz.
Para a acadêmica do 8° semestre de Farmácia da UFMS, Camila Bitencourt, o farmacêutico é o único profissional habilitado para trabalhar com o medicamento, uma vez que este profissional entende tudo sobre os fármacos, desde a síntese até a distribuição. Tudo isso passa pelo processo de interação medicamentosa, com enfoque sempre na saúde do paciente.
“A prescrição farmacêutica veio como um subsídio para os farmacêuticos, como valorização da própria profissão. Ela foi tomada em virtude de que a profissão médica já não é mais suficiente para suprir todas as necessidades do paciente”, explica a acadêmica. “Há a necessidade de uma descentralização na saúde. Precisa tirar esse poder centralizado do médico, porque ele sozinho não consegue fazer tudo e a gente precisa de agilidade nos sistemas únicos de saúde”, completa Bitencourt.
Ainda não há consenso sobre a questão, mas algumas pessoas acreditam que a resolução pode beneficiar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
https://soundcloud.com/primeiranot-cia/sonora-janeth-marques
Reportagem: Lays Colombelli
Em plenário, o CFF aprovou o texto da proposta para a prescrição farmacêutica. (Foto: Yosikazu Maeda)[/caption]
A resolução n° 585/2013, que autoriza a prescrição de medicação por farmacêuticos, foi publicada no dia 26 de setembro no Diário Oficial da União. O texto havia sido aprovado por unanimidade pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) em 30 de agosto, durante reunião plenária realizada na cidade de Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.
Na prática, farmacêuticos estão liberados para prescrever medicamentos e produtos com finalidade terapêutica cuja dispensação não exija prescrição médica, incluindo medicamentos industrializados, formulações magistrais, sejam alopáticos ou dinamizados, plantas medicinais, drogas vegetais e outras categorias que venham a ser aprovadas pelo órgão sanitário federal.
Conforme o texto da resolução, a prescrição farmacêutica é definida como ato pelo qual o farmacêutico seleciona e documenta terapias farmacológicas e não farmacológicas, e outras intervenções relativas ao cuidado à saúde do paciente, visando à promoção, proteção e recuperação da saúde, e à prevenção de doenças.
O médico Roni Motizuky é contra a proposta. Segundo ele, só os médicos conseguem fazer um diagnóstico clínico e prescrever um tratamento, pois os farmacêuticos não possuem em sua formação acadêmica esse conhecimento. “A prescrição de medicação deveria ser restrita aos médicos. Cabe a nós fazer o diagnóstico do paciente e saber o melhor tratamento para esse paciente”, diz.
Para a acadêmica do 8° semestre de Farmácia da UFMS, Camila Bitencourt, o farmacêutico é o único profissional habilitado para trabalhar com o medicamento, uma vez que este profissional entende tudo sobre os fármacos, desde a síntese até a distribuição. Tudo isso passa pelo processo de interação medicamentosa, com enfoque sempre na saúde do paciente.
“A prescrição farmacêutica veio como um subsídio para os farmacêuticos, como valorização da própria profissão. Ela foi tomada em virtude de que a profissão médica já não é mais suficiente para suprir todas as necessidades do paciente”, explica a acadêmica. “Há a necessidade de uma descentralização na saúde. Precisa tirar esse poder centralizado do médico, porque ele sozinho não consegue fazer tudo e a gente precisa de agilidade nos sistemas únicos de saúde”, completa Bitencourt.
Ainda não há consenso sobre a questão, mas algumas pessoas acreditam que a resolução pode beneficiar os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
https://soundcloud.com/primeiranot-cia/sonora-janeth-marques
Reportagem: Lays Colombelli