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No dia 19 de setembro o prédio da reitoria foi cercado por grades e faixas de segurança[/caption]
Após a desocupação do prédio
da Reitoria da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
(UFMS) e retomada do protesto, o movimento “
Ocupa UFMS” afirmou em nota publicada no Facebook do grupo, que as reivindicações devem continuar. No dia 30 de agosto, a
Reitoria da UFMS entrou com um pedido na Justiça Federal para a retirada dos manifestantes do prédio. Após
sete dias de ocupação, entre os dias 30 de agosto e 6 de setembro, os estudantes deixaram o saguão da Reitoria. No dia 16 de setembro, houve a retomada do movimento com vigília.
No dia 17 de setembro, segundo nota publicada no Facebook do movimento, os acadêmicos que estavam acampados foram repreendidos pela guarda patrimonial da instituição. Na rede social os estudantes afirmavam que foram hostilizados com apitos, luzes e ameaças por parte da segurança. “Nós, acadêmicos da UFMS, fomos hostilizados de inúmeras formas em nossas manifestações”, diz um trecho do texto. A nota publicada ainda
afirma que os seguranças retiraram os alunos do local à força, sem a apresentação de um mandado judicial ou acomp
anhamento da Polícia Federal.
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No dia 20 de setembro, dois acadêmicos ultrapassaram o bloqueio e ficaram aproximadamente duas horas sentados em frente ao prédio[/caption]
Na manhã do dia 19 de setembro, o prédio da Reitoria foi cercado por grades, faixas de segurança e um grupo de dez guardas patrimoniais. No dia seguinte, dois acadêmicos
ultrapassaram o bloqueio e ficaram aproximadamente duas horas sentados em frente ao prédio. Eles também foram ameaçados de prisão, segundo
nota publicada no Facebook do movimento.
De acordo com a Assessoria de Comunicação da UFMS, a preocupação da universidade é garantir a integridade do patrimônio público. Ainda conforme a Assessoria, o mandado de segurança expedido no dia
seis de setembro continua em vigor até o momento.
Um dos integrantes do movimento, que não quis se identificar, afirma que mesmo sem o espaço físico de ocupação ou vigília da
Reitoria, o movimento deve continuar. Entre as reivindicações do “Ocupa UFMS” estão o afastamento da reitora Célia Maria, a criação de um restaurante universitário noturno, implantação de moradia estudantil e paridade nas eleições.
Por meio das redes sociais, o grupo se comunica diariamente com a mídia e estudantes, onde posta fotos, vídeos e textos. Na segunda-feira (23), o movimento divulgou nota e vídeo que reafirmam suas intenções e questionam a implantação dos seguranças terceirizados. “Seguranças terceirizados da UFMS dificultam o livre trânsito na universidade pública. Por que somos tratados dessa forma? A UFMS é pública?”, questionam os manifestantes em nota.
Vídeo postado pelos manifestantes no YouTube no dia 17 de setembro.
http://youtu.be/N0yfdRejy1Y
Reportagem e Imagens:
Gilvana Krenkel