[caption id="attachment_5246" align="alignleft" width="300"]grupo aiese2 Ação social dos membros da AIESEC no bairro Los Angeles[/caption]

A AIESEC de Campo Grande é uma Organização Internacional NãoGovernamental (OING), que desde o ano passado, quando foi implementada na capital, realiza trabalhos voluntários e sociais. O último evento da organização em parceria com o Centro Madre Maria Hubert, foi no bairro Los Angeles, onde se desenvolveu com as crianças várias atividades como vôlei, dança e futebol americano.

As ações voluntárias são realizadas pelos jovens da AIESEC, uma organização reconhecida pela UNESCO como a maior OING gerida por jovens universitários do mundo. A instituição está presente em 118 países e têm mais de 86 mil membros.

De acordo com o estudante de direito e presidente da AIESEC em Campo Grande, Enrique Vianna, os jovens participantes do projeto atuam na comunidade local e em outros países, por meio de intercâmbios voluntários. Vianna comenta que com o desenvolvimento desses trabalhos busca-se impactar positivamente a sociedade por meio do estímulo das capacidades de lideranças desses jovens, e também desenvolver líderes capacitados para entrar no mercado de trabalho.

A advogada e fundadora da AIESEC de Campo Grande, Maria Augusta Pereira, que fez intercâmbio voluntário na Macedônia, explicou que a organização a fez acreditar em seu potencial como agente de mudança. “Depois que voltei para o Brasil continuei realizando sonhos com muito mais coragem e confiança, porque agora eu sei que posso fazer muito mais”, explica. Ela trabalhou em duas escolas no país de destino, onde dava aula sobre meio ambiente para crianças e adolescentes.

Augusta comenta que a AIESEC é uma organização que acredita e investe no potencial dos jovens como agentes transformadores da realidade. Ela afirma que “a importância do trabalho voluntário para os estudantes está nos valores que se agregam, da responsabilidade social e o espírito de doação. Além disso, gera o sentimento, que se ele quiser, pode causar um impacto positivo no mundo”. Outro aspecto que Augusta ressalta é que o voluntariado é essencial, pois as pequenas ações transformam a vida de comunidades inteiras.

[caption id="attachment_5247" align="alignleft" width="300"]Nat y giacomo final Natalia Lino e Giacomo Bernardi[/caption]

O estudante de administração, da cidade de Carmignano di Brenta, Itália, Giacomo Bernardi, que esta de intercâmbio em Campo Grande. Bernardi trabalha no Instituto de Inovações pró- Sociedade Sustentável (IBISS CO) na área de marketing. A IBISS é uma ONG que defende os direitos humanos econômicos, sociais, culturais e ambientas.

Bernardi comenta que este é seu primeiro projeto social, e que é a oportunidade de conhecer uma realidade social nova. Ele diz que “é impressionante ver como as pessoas carentes vivem com pouco dinheiro. Além disso, esta oportunidade, apesar de breve, você pode conhecer a cultura brasileira e viver como um brasileiro, pois aqui vivo com uma família brasileira”.

A membro da AIESEC e estudante de relações internacionais, Natalia Lino ressalta que o intercambio voluntário o estudante tem transporte e alimentação pago pelo projeto e é recebido por um serviço de hospedagem oferecida pelos membros e interessados em recebê-los. Ela ressalta que o trabalho voluntário na organização é um ótimo diferencial para o seu currículo.

A estudante de administração e intercambista da Bolívia, Nathalia Beltrán Álvarez trabalha há dois meses no Instituto Sul Mato Grossense para Cegos (ISMAC). Ela enfatiza que esta experiência acrescenta profissionalmente, pois com este trabalho aplica os conhecimentos que adquiriu na universidade.

O ISMAC, fundada em 1957, presta atendimento especializado às pessoas com deficiência visual, com finalidade de que estas pessoas conquistem sua autonomia e independência. “Aqui no instituto há vários tipos de atendimentos, como o olftamológico, psicológico, fisioterápico, além de atividades como judô, informática, dança, academia entre outros”, explica  Álvarez.

Álvarez enfatiza que esta experiência a fez valorizar muito mais as pessoas. “ Eu nunca tive tanto contato com pessoas com deficiências, e aqui convivo com elas diariamente. É incrível ver como elas superam suas dificuldades. O ISMAC esta impactando muito na minha vida".

Nathalia Beltrán Álvarez e Giacomo Bernardi comentam  suas experiências de intercâmbio no Brasil,

http://youtu.be/t5PKQ8zsfcM

Projetos da AIESEC

Enrique Vianna explica que há várias formas de participar do AIESEC, um dos projetos é o Cidadão Global que têm duração 6 a 12 semanas. Neste projeto o estudante pode desenvolver projetos de gestão, saúde ou direitos humanos. Outra opção é a participação como membro da organização.

Os trabalhos realizados recebem contribuição de várias instituições do terceiro setor, como o IBISS e o ISMAC, além da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal (Uniderp) Unidade I de Campo Grande . Vianna ressalta que a relação aberta com as instituições, que sabem do propósito da AIESEC, contribui para a realização das ações e possibilita o intercambio de estudantes estrangeiros em Campo Grande.

Para participar os interessados devem ter de 18 a 30 anos e serem estudantes ou recém-formados. As inscrições poder ser feitas na página AIESEC.

Enrique Vianna explica os trabalhos desenvolvidos pela organização,

http://youtu.be/Z-3qre9f7B8   Alline Gois