[caption id="attachment_4868" align="alignleft" width="300"]Manifestantes se concentram na Praça do Rádio (imagens: Gabriel Cabral) Manifestantes se concentram na Praça do Rádio (imagens: Gabriel Cabral)[/caption] No último sábado, 07 de setembro, o grupo denominado Anarcopunks realizou um protesto na capital que durou cerca de duas horas. O fim da corrupção foi uma das reivindicações dos manifestantes. Segundo um dos integrantes do movimento Anarcopunks, que não quis se identificar, o grupo não tem um líder e não defende bandeiras, é contra o nacionalismo, defende uma frente popular radical e luta pela paz mundial.  No protesto algumas pessoas do Grupo incendiaram a bandeira nacional, pois acreditam que "ordem e progresso" é coisa de fascista. Cerca de 100 pessoas participaram do protesto que teve início às 18h30. O trajeto foi da Avenida Afonso Pena, seguiu pela Rua Ceará e depois em direção à Rua Euclides da Cunha até o edifício onde reside o governador André Puccinelli (PMDB).  Os manifestantes permaneceram por alguns minutos em frente ao prédio, mais da metade das pessoas tinham deixado o protesto e  o restante retornou à Praça do Rádio, onde encerrou a manifestação. As autoridades como o  governador André Puccinelli, o prefeito Alcides Bernal, o vereador Paulo Siufi e a presidente Dilma Roussef foram xingados pelos manifestantes. As palavras de ordem eram, " quer passar vai de busão", "ei você aí fardado também é explorado", "ou para a roubalheira ou paramos o Brasil", "o povo unido governa sem partido", "vem pra rua", " quem não buzina é fascista", entre outras.  Parte do percurso foi acompanhada por três viaturas da polícia militar. [caption id="attachment_4901" align="alignleft" width="224"]Para os anarcopunks ordem e progresso é coisa de fascista Para os anarcopunks ordem e progresso é coisa de fascista[/caption] Havia vários protestos marcados para o 7 de setembro e a expectativa era que centenas de pessoas fossem às ruas da capital,  mas alguns movimentos não conseguiram público suficiente para protestar. O único que conseguiu maior número de pessoas foi o Anarcopunks, alguns que vieram pela manifestação convocada pelas redes sociais se uniu ao grupo dos anarquistas. Assista o vídeo completo do protesto. [caption id="attachment_4896" align="alignright" width="243"]Manifestantes em frente ao prédio onde reside o governador Manifestantes em frente ao prédio onde reside o governador[/caption] Outro protesto,  o de intervenção militar não conseguiu reunir o público que era esperado pelo organizador,  o mesmo aconteceu com  a manifestação convocada nas redes sociais, que segundo a organização Anonymous, seria a maior da história do país, além de um movimento que pede o aumento de penas para crimes contra animais. O coordenador do Movimento Intervenção Militar de Mato Grosso do Sul, Inocencio Amorim, falou sobre os motivos para a manifestação, segundo ele "a cada dia que passa a corrupção aumenta, a fome está começando a bater nas portas das residências das pessoas carentes". O funcionário de supermercado Cristian Gazola, 29 , afirmou que veio porque viu na internet o evento Operação 7 de setembro e "queria um Brasil melhor, sem corrupção  e a diminuição de cargos comissionados. Outra forma de protesto que não saiu da praça, foi a campanha para libertar  Eduardo Miranda Martins, mais conhecido como Dudu, denominado "Doe um livro por uma boa causa".  Segundo a funcionária pública, Priscila Anzoategui a ideia dele é construir uma biblioteca no presídio. Foram colhidas assinaturas para tirar o ativista da prisão. O coordenador do movimento, o ator Breno Moroni  afirma que a prisão foi injusta, " é uma armação em cima do Dudu. Ele tinha um antecedente de ter denunciado a Guarda Municipal pelo uso ilegítimo de armas". Moroni ressalta que Dudu fazia campanha contra o uso de armas da guarda. http://youtu.be/gS7ZX-_9XCo Repórter: Gabriel Cabral