Foto: Alline Gois[/caption]
A situação dos bolivianos que vivem em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, atualmente, é oposta à dos que moram em grandes centros, como São Paulo. Se aqui no Estado os imigrantes e descendentes não encontram dificuldades para trabalhar, estudar, ou integrar-se socialmente, os que moram em cidades de maior porte são submetidos à exploração em serviços ligados, principalmente à indústria.
Em Campo Grande, a comunidade boliviana promove todo segundo domingo de cada mês, um evento cultural na Praça Bolívia, localizada próxima à avenida Mato Grosso, entre as ruas Barão da Torre e a rua das Garças. Conhecida como Feira Boliviana, a festividade começa às 9h e segue com apresentações de música e dança, venda de artesanato e comidas típicas até às 14h.
A iniciativa surgiu em 2005 no espaço cedido pela Prefeitura. O principal objetivo, segundo uma das organizadoras do evento, Ingra Flores, está em consolidar um movimento em prol da cultura e da história do povo boliviano. Recentemente, o grupo conseguiu um financiamento do Fundo de Investimento na Cultura (FIC), por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), para a realização de melhorias na infraestrutura da feira.
Flores, que é descendente de bolivianos, está na organização do evento há aproximadamente quatro anos. Ela explica que o lugar serve como um ponto de encontro para a comunidade boliviana em Campo Grande, ao reunir não apenas nativos e descendentes, mas também simpatizantes da cultura andina. As apresentações culturais ficam com o grupo T’kay, que na língua quéchua,
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Foto: Alline Gois[/caption]
A situação dos bolivianos que vivem em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, atualmente, é oposta à dos que moram em grandes centros, como São Paulo. Se aqui no Estado os imigrantes e descendentes não encontram dificuldades para trabalhar, estudar, ou integrar-se socialmente, os que moram em cidades de maior porte são submetidos à exploração em serviços ligados, principalmente à indústria.
Em Campo Grande, a comunidade boliviana promove todo segundo domingo de cada mês, um evento cultural na Praça Bolívia, localizada próxima à avenida Mato Grosso, entre as ruas Barão da Torre e a rua das Garças. Conhecida como Feira Boliviana, a festividade começa às 9h e segue com apresentações de música e dança, venda de artesanato e comidas típicas até às 14h.
A iniciativa surgiu em 2005 no espaço cedido pela Prefeitura. O principal objetivo, segundo uma das organizadoras do evento, Ingra Flores, está em consolidar um movimento em prol da cultura e da história do povo boliviano. Recentemente, o grupo conseguiu um financiamento do Fundo de Investimento na Cultura (FIC), por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), para a realização de melhorias na infraestrutura da feira.
Flores, que é descendente de bolivianos, está na organização do evento há aproximadamente quatro anos. Ela explica que o lugar serve como um ponto de encontro para a comunidade boliviana em Campo Grande, ao reunir não apenas nativos e descendentes, mas também simpatizantes da cultura andina. As apresentações culturais ficam com o grupo T’kay, que na língua quéchua, importante família linguística dos índios da América do Sul, significa “florescer”.
Uma das personagens da feira é dona Reina. Boliviana da cidade de Santa Cruz de la Sierra, está aqui há 30 anos. Ela diz que veio ao Brasil para trazer os filhos para estudar e que só um voltou para a Bolívia. Na feira, ela é a proprietária da tenda de roupas, acessórios e artesanatos, produtos que chamam a atenção pelas cores fortes e as estampas marcantes. “É um trabalho de formiguinha mesmo”, explica a tarefa de trazer as mercadorias da Bolívia. Além disso, dona Reina revela, com o típico sotaque hispânico, que também trabalha como cabeleireira e maquiadora.
Em Mato Grosso do Sul, o município de Corumbá constitui um importante eixo para os bolivianos, seja para aqueles que passam pela cidade, a caminho de grandes centros, como também pela facilidade com que esses imigrantes têm de se integrar ao local. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 40% da população corumbaense é constituída por bolivianos ou descendentes, o que confere ao município o título de cidade com o maior número de bolivianos do Brasil.
A Polícia Federal estima que vivam no Brasil, cerca de 350 mil imigrantes , onde apenas 100 mil documentados. Um dos lugares mais procurado por eles, atualmente, é a cidade de São Paulo, onde trabalham principalmente no comércio e na indústria têxtil.
Pedro Gabriel Gaya, que mora no Brasil há sete anos, diz que as principais dificuldades que encontrou em território brasileiro foram ligadas ao idioma e, posteriormente, o financeiro, pois o custo de vida aqui é mais elevado que em Santa Cruz de la Sierra, sua cidade natal. Ele viveu em São Paulo, Corumbá e agora está em Campo Grande, onde termina este ano o curso de Economia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Gaya afirma não ter sofrido com preconceito ou xenofobia. O estudante não apresenta os traços indígenas fortemente associados aos bolivianos, é branco e acredita ser essa a justificativa. Lembra também que seu processo de legalização foi complexo. Ele entrou com o pedido de anistia para aqueles que residiam há certo tempo no Brasil e que não tinham outro débito com a justiça. “Entrei com o pedido de anistia, mas demorou bastante tempo, já que a burocracia é enorme e eles exigem muita coisa. Demorou como dois anos até que eu conseguisse a residência, mas depois de ter feito tudo, foi tranquilo e consegui a permanência”, explicou.
No tempo em que morou em São Paulo, onde estudava Ciências da Computação pela Universidade de São Paulo (USP), não teve muito contato com a comunidade boliviana, mas, ainda assim, está ciente da situação de vulnerabilidade em que vivem essas pessoas. “Eu tive a sorte de ter outras condições, mas a maioria dos meus compatriotas que vêm aqui buscar melhores condições de vida trabalha muito e recebe salários baixos”, finalizou.[gallery ids="5059,5060,5061,5062"]
Repórter: Adriel Mesquita
Foto: Alline Gois[/caption]
A situação dos bolivianos que vivem em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, atualmente, é oposta à dos que moram em grandes centros, como São Paulo. Se aqui no Estado os imigrantes e descendentes não encontram dificuldades para trabalhar, estudar, ou integrar-se socialmente, os que moram em cidades de maior porte são submetidos à exploração em serviços ligados, principalmente à indústria.
Em Campo Grande, a comunidade boliviana promove todo segundo domingo de cada mês, um evento cultural na Praça Bolívia, localizada próxima à avenida Mato Grosso, entre as ruas Barão da Torre e a rua das Garças. Conhecida como Feira Boliviana, a festividade começa às 9h e segue com apresentações de música e dança, venda de artesanato e comidas típicas até às 14h.
A iniciativa surgiu em 2005 no espaço cedido pela Prefeitura. O principal objetivo, segundo uma das organizadoras do evento, Ingra Flores, está em consolidar um movimento em prol da cultura e da história do povo boliviano. Recentemente, o grupo conseguiu um financiamento do Fundo de Investimento na Cultura (FIC), por meio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), para a realização de melhorias na infraestrutura da feira.
Flores, que é descendente de bolivianos, está na organização do evento há aproximadamente quatro anos. Ela explica que o lugar serve como um ponto de encontro para a comunidade boliviana em Campo Grande, ao reunir não apenas nativos e descendentes, mas também simpatizantes da cultura andina. As apresentações culturais ficam com o grupo T’kay, que na língua quéchua,