[caption id="attachment_4980" align="alignright" width="262"] Crianças presentes no desfile de 7 de Setembro[/caption] O desfile cívico-militar de 7 de setembro, que comemora a Independência do Brasil, reuniu 17 mil pessoas no percurso da Rua 14 de Julho entre Antônio Maria Coelho e 15 de Novembro. A solenidade começou com a revista da tropa, feita pelo governador André Puccinelli (PMDB) e pelo comandante do Comando Militar do Oeste (CMO), general de Exército João Francisco Ferreira. O desfile teve a participação de fanfarras, oito entidades e instituições civis, como escolas, associações e projetos comunitários, além do tradicional desfile militar da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro, Força Aérea Brasileira e dos órgãos de segurança pública federal e estadual, como o Corpo de Bombeiros. A estimativa interna é de que 2,6 mil militares das Forças Armadas tenham desfilado. As entidades militares foram representadas por grupamentos diferentes dos tradicionalmente vistos em Campo Grande, como os cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras, de Resende (RJ), e dos ex-integrantes da Missão de Paz no Haiti. O público também pode ver viaturas e carros de combate como o M-60 e o Cascavel. Além da apresentação a pé, ocorreu também um desfile aéreo, com um supertucano do Esquadrão Flecha, um Amazon do Esquadrão Onça e um helicóptero do Esquadrão Pelicano, todos da Aeronáutica, além de um helicóptero esquilo, do 3º Batalhão de Aviação do Exército. http://www.youtube.com/watch?v=rRnOIeGyzo8 Os problemas de engarrafamento causados pelo fechamento da Av. Afonso Pena, no trecho entre a Calógeras e a 13 de Maio, desde o dia anterior, não desanimaram os moradores da área central, que prestigiaram o evento. É o caso da estudante Julia Nogueira, que esperava na rua desde às 8h. “Ontem à noite, a Rui Barbosa, perto ali da minha casa, estava um caos por causa da mudança no trânsito. Minha mãe nem quis vir porque ficou estressada com isso tudo. Mas acho legal vir olhar, participar. Fiquei surpresa com a presença de mulheres militares”, disse a estudante.

O aluno do Colégio Militar de Campo Grande (CMCG), Joaquim Neto, está no primeiro ano do ensino médio e desfilou com a banda do colégio. Segundo ele, a banda ensaia todos os dias pela manhã para eventos como esse. “Acho muito importante participar e desfilo desde pequeno pelo colégio. Na escola estudamos sobre essa data, o que ela significa e sua importância”.

Nas ruas, o número de crianças chamava a atenção. A dona de casa Maria Aparecida de Sousa estava enrolada em uma bandeira do Brasil e carregava a filha Fabiana, de 4 anos, que estava com o rosto pintado de verde e amarelo. “Eu trago ela para que aprenda a gostar do país que nasceu, que aqui também temos coisas boas”, afirmou Maria Aparecida. Fabiana, que chorava com medo dos carros de combate, se escondeu atrás da mãe. João Pedro, 10 anos, filho da psicóloga Marina Oliveira,  gostou dos equipamentos de guerra e das fardas militares. “Os tanques são muito grandes! Parece que estou na guerra do meu jogo. Quando crescer, quero ser militar”, disse. [caption id="attachment_4978" align="alignleft" width="281"]Silviane de Queiroz e os filhos Silviane de Queiroz e os filhos Luis Fernando, Luiza Flávia e Lais Fernanda[/caption] Silviane de Queiroz levou Luis Fernando, 9, Luiza Flávia, 4, e Laís Fernanda, 2, para assistirem ao desfile. “Acho importante participar e trazer meus filhos, já que é um evento diferente. Como eu já trabalhei no exército e o pai deles ainda trabalha, eles gostam do militarismo e do desfile de 7 de setembro”, diz Silviane. Segundo ela, o evento é importante para criar patriotismo.  “Gosto do desfile. Quero entrar no Colégio Militar porque gosto da disciplina, das olimpíadas, da farda e outras coisas”, acrescenta o filho dela, Luis Fernando. De acordo com a Polícia Militar, 152 militares fizeram o policiamento para garantir a segurança da população, distribuídos a pé, a cavalo ou em motos. Cecília Paes