[caption id="attachment_4819" align="alignright" width="300"]Participante da oficina interage com o conteúdo, enquanto Thiago Akira explica. Foto: Victor Hugo Sanches Participante da oficina interage com a aula, enquanto Thiago Akira explica. Foto: Victor Hugo Sanches[/caption]

“Second Screen”.  O termo que se traduz para o português como “Segunda Tela”, traz algumas indagações e curiosidades para jornalistas e comunicadores. Na ultima edição do Simpósio de Ciberjornalismo, o 4º ciberjor, a oficina trouxe respostas para profissionais e estudantes da área.

 O termo sugere a possibilidade de uma segunda tela, na qual o consumidor da informação interage com o conteúdo. Como explicou o responsável pela oficina, professor Thiago Akira, o universo second screen não se limita  somente ao acesso por meio de outras plataformas.

Akira falou sobre a origem dessa nova forma de comunicação para os participantes. A demanda pela interação com o conteúdo tem início com a chamada geração “y”, que surgiu na década de 90. Esse grupo possui uma necessidade de expressão maior do que as gerações anteriores, e desse modo, passou a exigir do conteúdo maiores possibilidades como atuação, outras plataformas, e modificação do que consomem. Segundo o professor, nasce aí a convergência da informação.

[caption id="attachment_4821" align="alignright" width="300"]Foto: Victor Hugo Sanches Foto: Victor Hugo Sanches[/caption]

Dados apresentados na Oficina mostram que 63 milhões de pessoas no Brasil, consomem informações com duas telas, assistem televisão enquanto acessam a internet, por exemplo, e 30 milhões com até três telas. A aquisição de aparelhos com maiores possibilidades de interação também aumentou. O consumo de tablets cresceu 300%, e o de smartphones em 86%.

Conforme informações repassadas na Oficina, as redes sociais são um fator que contribui para esse novo consumo de conteúdo. Os programas mais assistidos são noticiários e telenovelas, e 80% das pessoas estão conectadas no facebook enquanto assistem, ou pelo twitter, que são em torno de 30%. [caption id="attachment_4820" align="alignright" width="300"]Thiago demonstra uma plataforma de interação disponibilizada por uma emissora norte americana. Foto: Victor Hugo Sanches Demonstração de plataforma de interação disponibilizada por uma norte americana. Foto: Victor Hugo Sanches[/caption]

Akira, que é professor e pesquisador e  também sócio-proprietário da agência 80 20 marketeria digital, disse que pesquisou sobre a temática da segunda tela por quatro meses, envolveu-se com pesquisas feitas e outras em desenvolvimento. Thiago Akira acha que esse novo desafio gera possibilidades de trabalho para os profissionais em comunicação, especialmente os jornalistas. Na opinião dele, é necessário um profissional de jornalismo que desenvolvesse essa interação com o público em cada veículo de comunicação. No trabalho que realiza em sua empresa, a segunda ou terceira tela indicou tendências e núcleos de acesso. Quanto à introdução do assunto na academia, ele afirma que já existem pesquisas, no entanto as instituições lidam com um tempo menor de propagação do conhecimento, e que isso é normal.

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Redação e edição: Izabela Sanchez Imagens: Victor Hugo Sanches