[caption id="" align="alignright" width="366"] Teto deteriorado pela ação da chuva.
foto: Amanda Amaral[/caption] Chão alagado, infiltrações, tetos e paredes emboloradas. Essa é a realidade de parte do campus de Campo Grande, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), nos períodos de maior volume de chuvas. O estrago não precisa da chuva para ser vista, basta notar como ficam os locais após alguns dias de muita água. Alguns dos lugares mais afetados pelo problema são os Centros de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e de Ciências Humanas e Sociais (CCHS). Ambos são pontos de trânsito de alunos, como afirmou o estudante de Engenharia da Computação, Jhonnatan Keiti. “Eu passo por aqui todos os dias para ir às aulas, e mesmo não me molhando lá fora, me molho aqui dentro”, conta. O estudante disse, também, que nunca viu o teto passar por reformas. Auxiliar do CCBS há um mês, Igor Augusto observa a mesma coisa. “Eu sempre vejo reformas pelo chão, mas nunca vi consertarem o teto”, diz. Outro agravante da situação é o estrago proporcionado aos materiais e documentos da universidade. A estudante de doutorado do CCBS, que não quis revelar seu nome, explica que tem muita dificuldade em carregar os arquivos de estudo, principalmente até o estacionamento dos professores, local que sempre fica alagado. A estudante que veio de outras universidades, disse que é a primeira vez que se depara com o problema por tanto tempo. “Reforma sempre tem, mas nunca vi reformarem o teto. Agora estão mexendo no estacionamento, espero que pelo menos isso se resolva”, afirma. [caption id="" align="aligncenter" width="767"] Corredor do Centro de Ciências Humanas e Sociais
Foto: Amanda Amaral[/caption] Segundo o coordenador do Curso de Jornalismo da UFMS, Silvio Costa Pereira, o CCHS tem mais problemas por ser o prédio mais antigo da universidade e por não passar por manutenções periódicas. O próprio prédio da coordenadoria tem muitos problemas neste sentido, como goteiras e infiltrações. A sala de um dos professores tem uma parede com problema de dilatação, que provoca um vazamento de água e alaga o local sempre que chove. Documentos da hemeroteca e da secretaria do curso também foram danificados pelas infiltrações. “Na secretaria é onde guardamos todos os documentos, relatórios de reuniões, arquivos importantes, e se chove?”, questiona. Na opinião dele, apesar de haverem iniciativas de reforma, a solução está em colocar telhado, o que não é permitido pelos engenheiros que cuidam das reformas, por motivos estéticos. Os problemas se estendem também à manutenção, que como afirma o coordenador administrativo do CCHS, Márcio Licerre, podem ser resolvidos com a nova Pró-Reitoria de Infra-Estrutura. Segundo ele, uma licitação deve sair em até 15 dias. “O que eu estou fazendo como coordenador administrativo é enumerar todos esses problemas, para assim que sair a licitação, começar a resolvê-los”. Diz, ainda, que as goteiras e alagamentos voltaram a aparecer, por motivo de uma contratação, feita pela empresa terceirizada, de um serviço “quarteirizado” que não deu conta de arcar com a qualidade de material e trabalho, estipulados pelo contrato com a universidade.   Reportagem: Izabela Sanchez Fotografia: Amanda Amaral Edição: Carla Scarpellini