[caption id="" align="alignleft" width="221"]homeoffice Homeoffice premiado à direita[/caption] A Mostra de Arquitetura e Paisagismo “Morar Mais por Menos” do ano de 2012 premiou o homeoffice construído pelos alunos da Escola Pau Brasil de Campo Grande, considerado pela organização do evento como o que melhor representava a brasilidade.  O fundador da Escola e designer suíço, Stefan Hofmann recebeu a premiação na cidade de Milão, em junho deste ano. Desde 2007, a Escola Pau Brasil ensina marcenaria gratuitamente para jovens e adolescentes com o objetivo de melhorar a vida de quem sofre com a desigualdade social.  O projeto tem 12 alunos formados e todos trabalham como monitores no projeto, ou no mercado de trabalho. Os egressos garantem que tiveram suas perspectivas renovadas ao entrar no projeto e aprender a profissão, tiveram uma nova perspectiva de vida. Os alunos são todos estudantes de escolas públicas que moram na periferia da cidade.  [caption id="" align="alignright" width="225"]stephan Fundador da Escola Pau Brasil, Stephan Hoffman[/caption] A partir do terceiro ano, os alunos começam a trabalhar na escola, dentro das normas do Jovem Aprendiz. O fundador da escola, Stephan Hofmann, 62 anos, diz que há muita evasão, os pais dos alunos e o imediatismo dos jovens, querem que em menos de um ano eles possam contribuir com a família. O designer diz que “não adianta agir no filho se a mãe não entende o que o filho está fazendo. A família tem que entender porque ele investe três anos da vida. Primeiro, tem que ensinar esse rapaz que ele tem 14 e não pode trabalhar, daqui a três anos quando eles chegarem no mercado com um bom conhecimento e com a consciência de poder exigir no mercado”. Ele se refere em “não aceitar bico, trabalhos ilegais, e exigir carteira assinada. Além do nível de salário que o ramo tem, e que valorize o conhecimento recebido na Escola Pau Brasil”, diz. Dessa forma, o curso exige disciplina para continuar. A cada 15 dias os alunos recebem aulas de Cidadania, Língua Portuguesa e Matemática como reforço para escola regular. Ajuda para a formação da consciência social trabalhista dos alunos e na marcenaria. Os alunos do segundo e terceiro anos garantem que conseguiram melhorar sua condição de vida. Joéser dos Santos Borges,16 anos, diz “antes do curso eu ficava na rua, o dia inteiro”  Ele trabalha há cinco meses em uma marcenaria da cidade de um ex-professor da escola e é aluno do segundo ano. “Ganho como aprendiz, e ajudo em casa quando precisa”. Segundo a assessoria da Escola, a maior dificuldade da escola é financeira. A assessora da entidade e coordenadora do projeto Fernanda Pereira, diz que os investidores e o empresariado brasileiro desconhecem o poder de mudança social. Investir no povo é construir um futuro cliente para a própria empresa, dessa forma, fundou uma filial na Suíça que arrecada a maior parte dos investimentos para a Escola Pau Brasil. http://soundcloud.com/grupodeciberjornalismo/stefan-escolapaubrasil