[caption id="" align="alignright" width="284"] Surto de gripe H1N1 atinge o Hospital Universitário[/caption] Um surto de gripe suína atingiu a equipe do Hospital Universitário de Campo Grande. Cerca de 80 funcionários apresentaram os sintomas da doença, causada pelo vírus influenza H1N1, e 18 foram afastados temporariamente do serviço. Três casos foram confirmados pelo Laboratório Central da Capital. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino do Estado (Sista-MS) técnicos-administrativos, médicos e prestadores de serviços da instituição podem ter se infectado com o vírus. A Secretaria Estadual de Saúde confirma que a gripe suína causou a morte de quatro pessoas na Capital,  duas pelo vírus H1N1 e pelo H3N2. São 366 casos suspeitos da doença em Mato Grosso do Sul e 12 casos suspeitos dependem da confirmação laboratorial. A reincidência da doença alerta para a epidemia acontecida em 2009, período em que o vírus se propagou e fez milhares de vítimas no Brasil. A forma de transmissão da doença em humanos é o mesmo da gripe sazonal, a gripe comum. Com período de incubação de 24 a 48 horas, o vírus se torna suscetível à contaminação de outras pessoas  a partir de um dia antes do início dos sintomas até sete dias depois. Surgimento da doença A Organização Mundial de Saúde (OMS) recebeu, em abril de 2009,  informações de infecções de um novo vírus da influenza A (H1N1) no México e nos Estados Unidos. Rapidamente, o vírus se propagou para diversos países da Europa, América do Sul e do Norte e Ásia. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde a confirmação da doença chegou em maio do mesmo ano.  O vírus influenza é o agente etiológico de uma das doenças mais comuns entre humanos, a gripe. Existem três  tipos de vírus denominados influenza A, B e C. O novo vírus (H1N1) se relacionou a uma pandemia porque não havia sido detectada imunidade no homem. Grupos de risco Entre os indivíduos mais suscetíveis a complicações quando contaminados pelo vírus H1N1 estão aqueles com doenças cardiovasculares e respiratórias, diabéticos, obesos, crianças com menos de dois anos, idosos e gestantes. No caso das gestantes há uma série de alterações fisiológicas no sistema imunológico e diminuição da capacidade pulmonar. É o que revela a pesquisa “Infecção pelo vírus H1N1 e gestação”, realizada pelo aluno de graduação em Medicina, Bruno Areco, e orientada pelo professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Ernesto Antônio Figueiró. Segundo Areco, as mulheres em estado de gestação devem ser consideradas prioridade na imunização contra o vírus H1N1. De acordo com um ensaio realizado há três anos, a vacina mostrou resultado eficaz e seguro nesse grupo como em pessoas não gestantes. A pesquisa, feita em 2009, quando surgiram os primeiros casos de surto no Brasil, revela que grávidas entre o quarto e o sétimo mês são quatro vezes mais suscetíveis a hospitalizações do que o resto da população e há aumento na  taxa de mortalidade. A caixa de supermercado, Samara Costa, grávida de seis meses relata que tomou todas as providências necessárias para se prevenir contra a H1N1. “Fui ao posto e fiz tudo o que o médico me indicou na gravidez. Acho importante a mãe se preocupar e proteger a criança o quanto der”, revela. Como prevenir Em entrevista para o Primeiro Notícia, a enfermeira do Hospital Universitário, Angelita Fernandes Druzian, alerta para os cuidados básicos em relação ao combate do vírus H1N1. Confira o áudio com trecho da entrevista. https://soundcloud.com/primeiranot-cia/enfermeira-angelita-druzian Texto: Daniela Aguena e Eduardo Fregatto Áudio: Dayane Fernandes Foto: Daniela Aguena