Profa. Cleonice Le Bourlegat na palestra comunidade sustentável[/caption]
A Feira Ambiental, realizada entre os dias 27 a 29 de junho no Armazém Cultural, promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento (SEMADUR), apresentou à população inovações e debates de vários temas, como comunidade sustentável, sustentabilidade, seus limites e possibilidades. A professora doutora em Geografia, Cleonice Le Bourlegat, na palestra comunidade sustentável, argumentou que a única maneira de desenvolver um equilíbrio ambiental são as ações nos microssistemas. “Um dos caminhos para uma sociedade sustentável é o envolvimento dos cidadãos nas questões ambientais”, afirma.
A professora Le Bourlegat afim explano que "desde os anos 70, segundo estudos realizados na época, colocava-se em pauta a impossibilidade do mundo suportar uma sociedade com o mesmo estilo de vida e consumo que o da Europa e os Estados Unidos. Se todos os seres humanos levassem este estilo de vida seria necessário três planetas”, esclarece a professora.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o Brasil é a nação com o quinto maior crescimento sustentável anual do mundo, à frente de potências como Estados Unidos e Canadá. O Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), o objetivo do indicador é incentivar a sustentabilidade dos governos e complementar o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB). Este indicador foi desenvolvido por especialistas da Universidade das Nações Unidas, a ferramenta reúne informações referentes à educação e expectativa de vida, os recursos florestais, além da produção industrial.
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Dr. Gilberto Natalini na palestra sustentabilidade, limites e possibilidades[/caption]
O vereador do Partido Verde de São Paulo, Gilberto Natalini que trabalha com a questão ambiental, ressaltou que o desafio da sustentabilidade é conseguir um equilíbrio, no qual haja progresso econômico e uma sociedade igualitária. “O problema ambiental é de todos, a mesma preocupação que temos com o nosso sustento e a justiça social, temos que ter com a nossa sobrevivência no planeta", afirmou.
Conforme a professora Le Bourlegat o caminho para um planeta mais equilibrado é a comunidade sustentável, que envolve vários setores, como o social, político, econômico, cultural, etc. Ela explica que comunidade sustentável é aquela que sabe trazer respostas inteligentes que garantam a manutenção e a sustentabilidade desse território.
Segundo a professora o bairro Maria Aparecida Pedrossian é uma comunidade sustentável. No bairro são desenvolvidos vários projetos, entre eles, grupo de escotismo, grupo para idosos, adolescentes e crianças. Além disso, há um ponto de cultura, onde funciona um cinema. "Um aspecto interessante, relatado por um comerciante é que todos que começavam um negócio contratavam mão de obra local, ou seja, privilegiavam as pessoas do bairro. As interações entre estas áreas criam fórmulas para que o bairro seja sustentável", ressalta.
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Garrafa pet e cano reutilizados na horta sustentável[/caption]
A Feira Ambiental ofereceu, ainda, oficina de horta sustentável e compostagem doméstica, práticas que contribuem para a preservação do meio ambiente. O professor de olicultura, Lucas Castro argumentou que este tipo de horta é uma boa opção para estimular as crianças a uma alimentação saudável. Além de promover conscientização ambiental, pois para fazer uma horta sustentável são utilizados materiais que seriam descartados, como a garrafa pet. O estudante Mithiel Ortiz, 17, disse que a horta sustentável é uma maneira de reutilizar a garrafa pet, além de ser uma forma de obter alimentos mais saudáveis.
De acordo com o professor Castro é muito fácil e barato fazer este tipo de horta. Os únicos gastos são com o adubo químico, que custa aproximadamente R$8,00, e as sementes. Pode-se cultivar várias hortaliças folhosas, como a alface, chicória, rúcula, agrião, e também, temperos como cebolinha, salsa, coentro, manjericão, entre outros.
Oficina de horta sustentável[/caption]
No cultivo das hortaliças e temperos é necessário a escolha de um substrato,ou seja, a terra, que pode ser combinada com húmus, casca de arroz, adubo químico ou adubo orgânico. O adubo orgânico pode ser obtido por meio da compostagem doméstica, que foi produzida durante a oficina ministrada pela professora Francilina de Araújo e alunas da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).
A aluna do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental da UCDB, Nayara Vasconcelos ensina como fazer a composteria doméstica. http://youtu.be/dbUJBXzvR4M Alline Gois