Moura Júnior em espetáculo na cama elástica.Foto: Izabela Borges/ Primeira Notícia[/caption] Com um grupo de quase quarenta pessoas, o circo que existe há mais de quinze anos, é um dos maiores da América Latina e, segundo os organizadores, viaja por todo país. O circo, que é considerado uma arte antiga, não perde seu encanto e continua a envolver o público no mundo da alegria. Este é o caso da professora Janete Oliveira que levou as filhas Ester, de 10 anos, e Júlia, de cinco. "É a primeira vez da caçula no ambiente das lonas coloridas, ela está gostando de tudo, mas a atração que aguarda ansiosamente é o globo da morte", explica a mãe. A professora afirma que é importante levar a criança para esse contexto infantil, do lúdico, um ambiente de sonhos e diversão que os pequenos adoram. Além do público infantil, o casal Gabriela Santos, estudante, e Antônio Carlos, metalúrgico, respectivamente 17 e 19 anos, são exemplos de adultos foram ao circo quando crianças, e por isso decidiram se aventurar e reviver este momento da infância. Nos bastidores O circo não só tem a responsabilidade de criar esse ambiente para o público, mas também de abrigar muitos trabalhadores que viajam por várias regiões com suas famílias. Uma delas é a família Moura, os trapezistas. Moura Júnior, um dos integrantes, diz que com ele viajam sua esposa, duas filhas, o irmão, a irmã, o cunhado e sobrinho. Ele explica que a maioria das famílias que se formam no circo, continuam ali, os ensinamentos passam de pai para filho, como ele, que aprendeu com seus pais. A família afirma que passou por vários países. Entre os locais visitados estão Estados Unidos, França, Itália e Portugal, principalmente nos finais de ano, período no qual comercializam apresentações especiais, de gala, explica Moura Júnior. Sobre o mercado de entretenimento no Brasil, o trapezista avalia que após a morte de Beto Carreiro, a divulgação e a procura diminuíram muito também. Outra família que percorre os cantos do país com o circo é a do palhaço Chavequinho. Rodrigo Alves Falcão, de 32 anos, viaja com sua esposa - que faz número de contorcionismo no tecido, a filha de 12 anos que é acrobata. O filho Rick, 10 anos, também o acompanha nas palhaçadas, no personagem de palhacinho Chavequito. Falcão explica que todos os artistas desempenham diversas funções. "Sou palhaço e também globista. Minha esposa é contorcionista e ainda ajuda na venda de pastéis", afirma. Falcão ressalta que os próprios artistas se apresentam e também cuidam de outras áreas do circo, como bilheteria, alimentação, vendas, limpeza e estrutura. O artista resolveu mudar um pouco algumas particularidades do palhaço. “Não uso aquelas roupas folgadas nem o nariz vermelho, criei um estilo moderno de palhaço, com roupas engraçadas, imito algumas celebridades, adaptando músicas para uma versão mais cômica”, detalha Falcão. Sobre a educação dos filhos, explica que as crianças chegaram a passar por 40 escolas em um ano. "Como atualmente as estadias nas cidades são mais longas, agora são apenas 20 escolas", ele brinca. Nas capitais, a temporada dura cerca de um mês, as vezes até mais, e no interior de duas a três semanas. Ric, o filho de 10 anos, diz que não se importa em ter várias professoras e coleguinhas, confessa que adora o circo e que além de palhaço também aprende outros números com o pai. Divirta-se com as palhaçadas do Chavequinho http://youtu.be/hj3kMNyCXUg Há também quem viaje solitário e que pretende construir uma família no picadeiro. É o caso do malabarista Bruno Aires, de 21 anos. Natural de São José do Rio Preto (SP), assim como os outros, sua família também é tradicional circense. Os pais e irmãos atuam em outros circos. Ele concluiu o ensino médio, mas não quis cursar faculdade e optou por seguir com sua atração de malabares. Quando estiver mais velho e cansado de se apresentar, seu sonho é abrir uma cafeteria. "Quem diria, não é, acho bacana a atividade, quando eu cansar, quero levar minha família comigo e abrir um negócio como esse”, revela. Confira outras atrações do circo [nggallery id=3] O circo Maximus ficará na capital até o dia 30 de junho, domingo. Os espetáculos têm duração de duas horas e ocorrem de segunda a sexta-feira, a partir das 20h. Aos finais de semana são três sessões, às 16h, às 18h e às 20h. O valor do ingresso é 30 reais e 15 reais para estudantes. A entrada é franca para crianças de até dois anos. Para crianças de 3 a 12 anos o valor é de 20 reais. Texto: Mariana Cintra Fotos: Izabela Borges Edição: Gabriela Pavão