Os organizadores e a juventude católica vivem "clima de contagem regressiva” para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2013. O evento será realizado no período de 23 a 28 de julho, no Rio de Janeiro. A JMJ foi criada pelo Papa João Paulo II em 1984, está na sua décima terceira edição. Desde então, a Jornada passou pelos continentes europeu, americano, asiático e pela Oceania. A próxima cidade sede só será divulgada ao término da edição do Rio de Janeiro.

A expectativa é grande até para quem participou de edições anteriores. É o que diz o acadêmico de psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Daniel Ventura, que participou da última edição do evento, em Madri, na Espanha. Segundo ele, que irá trabalhar como voluntário no Rio de Janeiro, a vontade de ajudar veio da grande receptividade e ajuda dos espanhóis empenhados em 2012.

http://www.youtube.com/watch?v=a2RbReQOlwM

O Sonho da JMJ no Brasil

[caption id="" align="alignleft" width="333"]dom jmj Dom Eduardo Pinheiro na preparação para a Jornada (Foto: Thais Pimenta)[/caption]

Segundo o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, a Jornada em território brasileiro foi sugerida de forma não-oficial no dia 10 de maio de 2007, quando o ainda Papa Bento XVI visitou o país para a canonização do Santo Frei Galvão. Foi Dom Eduardo quem entregou uma carta para Bento XVI sobre uma possível realização da próxima Jornada no Brasil. “Pude ver nos olhos do Papa a sua aceitação quanto a realização do evento no país.”, afirma.

A jornada “começou” logo com o anúncio da cidade sede, quando um grupo do país recebeu da organização os símbolos da Jornada: a Cruz da Juventude e o Ícone de Nossa Senhora.

Esses dois objetos de devoção foram instituídos pelo Papa João Paulo II em 1984, mas só a partir de 1994 passaram a peregrinar pelas dioceses dos países sede de cada Jornada internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.

Em 2003, durante a Jornada Mundial da Juventude em Roma, o Papa João Paulo II deu aos jovens um novo símbolo, o Ícone de Nossa Senhora. “Hoje eu confio a vocês o ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o apóstolo João, a acolhê-la em suas vidas.”.

Catolicismo e juventude

[caption id="" align="aligncenter" width="772"]jmj Dom Eduardo Pinheiro e jovens campo-grandenses que irão ao Rio de Janeiro (Foto: Michel Loran)[/caption]

Sempre vista como uma religião tradicional, acreditava-se que o catolicismo não possuia muitos fiéis adolescentes. Foi apenas em 1986, com a primeira JMJ, que uma multidão de jovens tomou as ruas de Roma e reverteu a ideia inicial. A partir daí a Igreja passou a lançar cada vez mais atrativos, como músicas pop gospel. "A Igreja Católica sempre busca atrativos para se adaptar aos jovens", explica Dom Eduardo.

http://www.youtube.com/watch?v=fbgGMsA-Tfw Cecília Paes, Michel Loran e Thaís Pimenta.