[caption id="attachment_1775" align="alignright" width="300"]@DSC00281 C Vice-reitor, João Ricardo Tognini e diretor do HU, Cláudio Saab[/caption] O médico ortopedista, Cláudio Wanderley Luz Saab  assumiu a diretoria do hospital universitário da UFMS  no último dia 27 de maio, após a exoneração do ex-diretor José Carlos Vieira Pontes Dorsa, acusado  de  irregularidades na administração do hospital. Uma das acusações é em relação ao setor de radioterapia. O novo diretor concedeu entrevista coletiva na última quarta,12 de junho, no Anfiteatro da Faculdade de Medicina para explicar a adesão do hospital a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares) e os desafios da nova administração. O  Hospital Universitário aderiu à  EBSERH na votação do Conselho Universitário em 16 de abril. Segundo o médico, vice-reitor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, João Ricardo Tognini, no HU existe um processo licitatório para compras de equipamentos que leva tempo. "No hospital você tem uma epidemia de dengue, de H1n1, e você precisa comprar rapidamente para controlar a situação. O regime estatutário do hospital universitário não permite essa utilização". De acordo com  Claúdio Saab, o hospital tem 250 leitos e trabalha com 97% das vagas ocupadas. Saab afirma que o ideal é trabalhar com 80% porque em casos de emergência e epidemia é preciso ter vagas. Outros problemas apresentados pelo diretor é a dificuldade no preenchimento de médicos na escala e a falta de insumos básicos para o atendimento de emergência.  O diretor explica que foi feito um levantamento pela EBSERH e devem ser contratados 1010 funcionários, entre concursados e celetistas. Para o diretor da Faculdade de Medicina da UFMS, Aurélio Ferreira, a Ebserh deve ter efeito a curto prazo, mas no futuro pode ser problema. Ele explica que a empresa é mista, uma parte é do governo e outra de acionistas, semelhante ao Banco do Brasil e os Correios. " No começo vai ter investimento, mas o valor pago pelo SUS por uma diária de um paciente está abaixo do que deveria ser. Não tem como sair do vermelho. Porque nenhum empresário quer investir em algo que não vai ter lucro". Na opinião do médico e professor, Ricardo Aydos, a Ebserh  não está relacionada de forma direta na melhoria do atendimento, irá centralizar os hospitais no governo federal.  Segundo Aydos a empresa não tem interesse no ensino e tira a autonomia universitária, pois a universidade perde o poder de reivindicação no Ministérios da Saúde e da Educação. Aurélio Ferreira acredita que a EBSERH não vai tirar a autonomia da universidade, porque ela pode a qualquer hora denunciar o convênio. A empresa não interfere no ensino. Aydos afirma que a empresa cria três padrões de salários dos médicos. " Os professores terão um salário baixo, os médicos administrativos um salário alto e os médicos da EBSERH vão ter outro salário".  Ele acredita que esse fato só vai afastar os professores do hospital universitário. http://youtu.be/tmxqzVdirDE Gabriel Cabral (repórter) Gustavo Arakaki (editor) João Marcelo (fotógrafo) Clayton Ambrosio (repórter)