Manifestantes percorreram as ruas com suas reivindicações escritas em cartazesFoto: Natani Ferreira[/caption] A Cigcoe utilizou bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes que tentaram invadir o local. Sprays de pimenta foram usados por guardas municipais e causaram revolta em um jovem que estava no local. Ouça aqui a entrevista com o jovem que prefere não se identificar. O temor por atos de vandalismo fez com que a comerciante, Eva Pereira de Souza, fechasse sua loja mais cedo no primeiro dia de protesto. Embora o medo continuasse, nos dias seguintes a loja voltou a funcionar em horário normal. "Estamos atentos, se houver aglomerações, fechamos”, enfatiza. Em outra loja do centro, a vendedora Débora Vaz, disse que na sexta-feira, segundo dia de protestos, a loja em que trabalha amanheceu com as portas pichadas. "Nós fechamos mais cedo nos três dias de protesto", conta. Na tarde de sábado, 22 de junho, terceiro dia de protestos na capital, os manifestantes se concentraram na Praça do Rádio para então seguirem o trajeto estabelecido pelos organizadores do ato, que passou pelas ruas do centro da cidade, avenida Afonso Pena com destino a Prefeitura e a Câmara dos Vereadores. Por volta das 15h algumas pessoas se encontravam na Praça Ari Coelho, local marcado para a concentração por meio do Facebook. Entretanto, os manifestantes se depararam com portões fechados, que só foram abertos mais tarde pelos guardas municipais. De acordo com a Polícia Militar cerca de 7 mil pessoas participaram. Mesmo com o episódio ocorrido no dia anterior, quando manifestantes foram presos e a atos de vandalismo foram praticados na capital, famílias não deixaram de ir às ruas em apoio ao protesto. Com a bandeira do Brasil e seus cartazes pedindo por melhorias na educação, as irmãs Larissa Bittencourt, 12 anos, e Elisa Bittencourt, 13 anos, foram às ruas protestarem. A mãe, Simone Barbiera, 34 anos, disse não se amedrontar com vandalismos. "Se todo mundo ficasse em casa por medo da violência, não teria protesto", comenta. "Acessibilidade já". Essa foi a principal reivindicação do cadeirante, Paulo Moreno, que foi às ruas mostrar a sua luta diária. "Essa é uma bandeira que eu carrego permanentemente. É a minha bandeira de luta", comentou. A concentração na Praça do Rádio foi juntamente com outra manifestação, a Marcha da Maconha. Cada qual com sua reivindicação, as duas marchas uniram forças pelas ruas da cidade em uma manifestação pacífica e sem confrontos com a polícia. Reportagem: Laura Toledo Edição: Carolina Fasolo Foto: Natani Ferreira