Na última quinta-feira (20), 60 mil pessoas, de acordo com o chefe de Divisão de Fiscalização de Trânsito, Carlos Guarini, aderiram a manifestação que tomou as principais ruas da Capital. Entre os motivos do protesto estavam corrupção, saúde, política, meio ambiente e tarifa de ônibus. Destaque também para a proposta sobre a “cura gay”, a Projeto de Emenda Constitucional 37 e denúncias sobre as irregularidades nos hospitais da Capital.
A concentração começou por volta das 16h, na Praça do Rádio Clube, onde os manifestantes preparavam cartazes. O protesto iniciou uma hora antes do previsto, por volta das 17h30. Os manifestantes se dividiram em dois grupos, um deles foi em direção a Câmara dos Vereadores, para protestar contra o governo do estado, e o outro se dirigiu às obras do Aquário do Pantanal, pela avenida Afonso Pena.
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Concentração de manifestantes começou por volta das 16h, na Praça do Rádio Clube.[/caption]
A mobilização para o protesto começou no facebook, onde um evento foi criado por cinco organizadores. Segundo Thiago Quadros, um dos organizadores do evento nas redes sociais, várias pessoas cooperaram para organizar o protesto. ”Não é dirigido por uma só liderança, foram criadas algumas comissões, e redes de comunicação.” explica Quadros.
Ryan Felipe, que também é organizador do evento, explicou que a ideia surgiu a partir das manifestações nacionais que ocorrem em todo o país. “A mobilização veio pela razão de muitas cidades terem aderido e Campo Grande ainda não”. Quando questionado sobre os atos de vandalismo que ocorreram em várias cidades, Felipe respondeu que é a favor do protesto e o vandalismo não representa a democracia. “Deixamos bem claro que a passeata é apartidária e pacífica, mas infelizmente existem pessoas que se aproveitam do povo, vandalizando e fazendo coisas que vão contra esses dois ideais da manifestação.” conclui Felipe.
A maior parte dos presentes no protesto era composta por estudantes, mas também estavam presentes idosos, famílias e alguns manifestantes de outros estados, como a médica pediatra de Ribeirão Preto:
https://soundcloud.com/gilvana-hobold-krenkel/m-dica-daniela
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Assistente social, João Alonso, protesta contra a falta de igualdade.[/caption]
Para o assistente social, João Alonso, a falta de igualdade foi o principal motivo que levou ele a protestar no dia 20. “Estou cansado com a falta de igualdade na sociedade, que não aceita e trata a homossexualidade como doença. Não acredito que a manifestação vai resolver esse problema, mas já é um começo.” explica Alonso.
Segurança e Vandalismo
Durante os dias de protesto na capital, a preocupação de alguns era com a segurança, como a estudante de publicidade e propaganda, Maisse Cunha, que temia que a manifestação perdesse o controle e houvesse conflito com a polícia. “Em quase todas cidades que já protestaram ou ainda estão ocorrendo manifestações, podemos ver que sempre tem um pequeno grupo que causa confronto e acaba prejudicando quem estava em busca de um protesto pacífico.” afirma Maisse.
Segundo a Agetran e a Polícia Militar, as únicas medidas de segurança tomadas eram relacionadas ao controle e desvio do trânsito. Conforme a passeata se locomovia, os agentes desviavam as ruas, para evitar acidentes.
No decorrer do protesto, os casos de vandalismo e confusão foram isolados a pequenos grupos. Um deles bloqueou a rua Pedro Celestino por alguns minutos, outro grupo cercou e vandalizou um coletivo que passava no cruzamento da avenida Afonso Pena com a Padre João Crippa, e também houve manifestantes que vandalizaram a praça do Rádio Clube. Mesmo com os incidentes, após o fim da passeata o protesto foi considerado, pela maioria dos manifestantes, um evento pacífico.
Confira vídeo do primeiro dia de manifestação em Campo Grande/MS:
http://youtu.be/V7jSMm8f6co
Repórteres: Gilvana Hobold e Ana Lívia Tavares
Editor: Yasmin Rezende
Fotógrafo: Daniel Campos