Reivindicações foram ouvidas por organizadores do eventoFoto: Natani Ferreira[/caption] A onda de manifestações contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo e demais capitais do Brasil motivou campo-grandenses a se reunirem para organizar protestos na capital. Mesmo com chuva, o evento reuniu cerca de 400 pessoas, na tarde de domingo, 16 de junho, no Parque das Nações Indígenas. O encontro, marcado por meio da rede social Facebook, teve como objetivo decidir a data e possíveis questões locais a serem abordadas no manifesto. A concentração para o primeiro dia de manifestação acontecerá na quinta-feira, dia 20 de junho, às 17h, na Praça do Rádio Clube. Os protestos vão seguir até o dia 22 e as próximas datas serão divulgadas pelos organizadores do evento. Após a concentração na Praça do Rádio os manifestantes seguiram para a Prefeitura Municipal de Campo Grande, Câmara de Vereadores e residência do governador do Estado de Mato Grosso do Sul. Os temas mais discutidos no debate foram conflito agrário e escândalos de corrupção em hospitais de Campo Grande. Embora a passagem não tenha aumentado na capital, a qualidade do serviço também foi questionada pelos presentes. A reunião teve a participação de manifestantes de diferentes idades, desde acadêmicos a professores universitários, como Paulo Magalhães. O professor era um dos apoiadores da manifestação e defendia o combate à corrupção, em todas as áreas, como a única solução para o país ter uma melhor condição de vida. Paulo Magalhães ainda relatou como eram as manifestações em sua juventude, estabelecendo um contraponto com os protestos atuais. Ouça aqui a entrevista com o professor Paulo Magalhães. Para a acadêmica de medicina, Mayara Magalhães, a corrupção é apenas um dos fatores pelos quais se deve protestar. Por mais válido que seja o debate, é necessário um direcionamento para que assim a manifestação promova uma mudança real sociedade. Ouça aqui a entrevista com a estudante Mayara Magalhães . De acordo com o estudante Pedro Palhano, um dos organizadores do evento, a falta de um tema central para o protesto foi vista como forma de democracia: "Sair na rua e lutar pela bandeira que você que lutar, privando a paz e a luta por nossos direitos constitucionais. http://www.youtube.com/watch?v=R3v_O3DG1nw Reportagem: Natani Ferreira Edição: Carolina Fasolo e Laura Toledo Foto: Natani Ferreira