Por Amanda Bogo
A Copa do Mundo divide a opinião dos brasileiros quanto a sua realização no país. Na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) existem entidades sociais que divergem sobre a realização do evento no Brasil, é o caso do Movimento de juventude anticapitalista (RUA) e a União da Juventude Socialista (UJS).
O movimento RUA é a junção de movimentos que militavam por diferentes causas, como direitos estudantis e sociais e a legalização da maconha. O movimento atua dentro da atual gestão do Diretório Central Estudantil (DCE), da UFMS, em oposição a União Nacional dos Estudantes, (UNE).
O estudante de Economia, coordenador do DCE e membro do RUA, Renan de Araújo, é contra a realização do evento. “Nós criticamos todo o processo de construção da Copa do Mundo, processo de remoção, de criminalização da pobreza, a expulsão de moradores para a construção de estradas, os investimentos que foram feitos com muito peso e a prioridade para a construção de estádios”. Araújo alega que a verba destinada a construção de estádios para a copa foram superiores a verba para a assistência estudantil, “a verba para a assistência estudantil, que é quem garante restaurante universitário, moradias, bolsas permanência e outras coisas para todas as universidades do país não passa de R$1,5 bilhão. E só para a construção de estádios no padrão FIFA, foram gastos mais de R$ 8 bilhões. Então, esses oito bilhões dariam para ter sido investido no combate a evasão, que hoje é um dos grandes problemas nas universidades”.
O estudante afirma "é muito difícil que a copa não aconteça, mas seria bom para o governo, para as grandes empresas, para a FIFA, para quem acha que pode fazer o que quer porque tem dinheiro para aprender que não é assim, que quando o povo não quer, não acontece”.
Manisfestações tomam parede do Diretório Central Estudantil da UFMS
- (Foto: Amanda Bogo)