Por Douglas Ferreira
O número de capivaras na área urbana de Campo Grande coloca em risco a saude pública da população e dos próprios animais. Segundo o vereador e veterinário Francisco Gonçalves (PSB), a proliferação descontrolada traz doenças à população, como a Febre Maculosa. Vereadores das comissões de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais, e da Comissão do Meio Ambiente da Câmara Municipal de Campo Grande organizarão audiência pública, no dia 8 de novembro, sobre a Febre Maculosa, a principal doença transmitida pela capivara e a presença do animal na área urbana da capital.
A audiência foi convocada pela Comissão de Defesa, Bem-Estar e Direito dos Animais, liderada por Francisco Gonçalves e pela Comissão do Meio Ambiente, presidida pelo vereador Gilmar da Cruz (PRB). Segundo Gonçalves, aproximadamente 350 capivaras residem no Parque das Nações Indígenas e 110 na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS). O parlamentar afirma que é necessária colaboração da Polícia Militar Ambiental (PMA) para que o projeto seja eficaz.
A bióloga Samara Medeiros afirma que "uma superpopulação é algo complicado. Sob o nosso ponto de vista, quando há muitos indivíduos, ou seja, uma superpopulação, o ambiente passará a não suportar mais, devido à baixa quantidade de recursos. E se há poucos recursos, como comida e espaço, por exemplo, os indivíduos começam a competir entre si e a morrerem, que é um ciclo comum que acontece na natureza".

Bando de capivaras que vivem na UFMS (Foto: Douglas Ferreira)
Samara Medeiros ressalta que a doença Febre Maculosa é transmitida pelo carrapato estrela somente se ele estiver contaminado pela bactéria Rickettsia Rickettsii. "Até onde eu tenho conhecimento, não há nenhum caso registrado em Campo Grande". Samara Medeiros afirma a inexistência de registros de Febre Maculosa na capital como garantia de que a doença não é um problema de saúde pública. "O único problema real que acredito é a respeito dos atropelamentos, mas daí já é outra vertente a respeito de educação ambiental". Segundo o vereador Gonçalves o último registro oficial que se tem conhecimento da doença aconteceu no interior do estado, em Dois Irmãos do Buriti em 2012.
O veterinário Lucas Azuaga afirma que a castração altera de forma negativa o comportamento da capivara macho e que não é recomendada. Segundo Azuaga há uma diferença entre vasectomia (machos), laqueadura (fêmeas) no animal.
Grupo de capivaras no Lago do Amor
- (Foto: Douglas Ferreira)