Mato Grosso do Sul contabiliza 7.599 novos casos prováveis de Chikungunya em 2026. O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) confirmou 3.490 casos. Dourados é a cidade com mais vítimas da doença, com 1.735 ocorrências e 13 óbitos, duas mortes em investigação. 

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) registrou 597 novos casos confirmados de Dengue até abril de 2026. Os boletins epidemiológicos de Dengue e Chikungunya mostram aumento dos números de casos confirmados. O período de chuvas aumenta a reprodução do mosquito Aedes Aegypti e eleva os índices de transmissão.

Infográfico: Dengue e Chikungunya em Mato Grosso do Sul até a 15ª semana epidemiológica (2025 e 2026) Eduardo Boiago

O gerente do Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), Rubens Bitancourt afima que o Aedes aegypti se adapta à água suja, e que os ovos do mosquito eclodem em quatro dias. Segundo Bitancourt, o principal criadouro do mosquito transmissor fica nas residências. ‘’O nosso maior trabalho hoje é a conscientização da população, para não descartar essas coisas [lixos que podem acumular água] em terrenos e na rua’’.

O médico infectologista, Julio Croda destaca que a circulação do mosquito nos primeiros trimestres do ano é maior na região de Dourados. Croda afirma que surtos de Dengue e Chikungunya acontecem "porque há uma parcela da população que nunca contraiu as doenças e que, portanto, não tem imunidade contra os vírus. A tendência é que tenha uma circulação intensa, e que outras cidades apresentem grandes surtos, como está acontecendo na região de Dourados’’.

A estudante do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Isadora Riviero, 19 anos, foi infectada pela Dengue. "Acordei com fortes dores no corpo e dificuldades para andar. Já peguei Dengue anteriormente e, por isso, nos primeiros sinais de desconforto, recorri à possibilidade de ser ela [Dengue] novamente." Isadora Riviero afirma que em sua casa não há muitos locais de proliferação do Aedes Aegypti.

Segundo o gerente do Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), Rubens Bitancourt a Prefeitura de Campo Grande realiza ações de combate ao mosquito Aedes aegypti com aplicação de fumacê nas regiões onde são reportados casos de arboviroses, como medida de prevenção. Os bairros Caiçara, Leblon, Pioneiros, Centenário e Moreninha estão entre os que recebem aspersão de inseticidas para combater o mosquito transmissor. Bitancourt afirma que os moradores devem permitir a entrada dos agentes de Saúde para a vistoria das áreas externas das casas. "A população deve eliminar recipientes que acumulam água, principalmente pneus e caixas d’água destampadas. Também devem fazer manutenção nos quintais".