A proibição da conversão à esquerda no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia entrou em vigor no dia 13 de abril. A medida integra um conjunto de mudanças na configuração viária implementadas para reorganizar o trânsito na região central de Campo Grande, determinadas pela Prefeitura de Campo Grande e pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran). Veículos do transporte coletivo continuam a realizar a conversão no cruzamento da Avenida Afonso Pena com a Rua Bahia.

As mudanças na sinalização também foram implantadas em outros trechos da avenida Afonso Pena. Cruzamentos com as ruas Treze de Maio, Pedro Celestino, Padre João Crippa e 25 de Dezembro  acompanham o mesmo modelo de restrição. O acesso a essas vias ocorre por meio do chamado “laço de quadra”, alternativa adotada para reorganizar o fluxo de veículos. A rua Sete de Setembro teve alteração de sentido da via, para operar em mão única entre as ruas Castro Alves e Bahia. A nova configuração foi implementada depois de um período educativo, com aplicação de penalidades a partir do dia 27 de abril.

A tenente do Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), Carla Clemente ressalta que a fiscalização ocorre de forma contínua no local. “A fiscalização já está em vigor, com atuação conjunta com a Guarda Municipal de Trânsito, Guarda Civil Metropolitana e outros órgãos de trânsito, além do trabalho de orientação para garantir a ordem no trânsito”. Carla Clemente afirma que a mudança busca garantir fluidez e segurança na via.

A tenente reforça que a reorganização reduz obstruções no fluxo de veículos. “Quando um veículo para para fazer conversão à esquerda, ele retém toda a fila atrás e gera impacto em várias quadras”. Carla Clemente destaca que a medida contribui para melhorar o tempo de deslocamento e aumentar a segurança nos cruzamentos. A tenente explica que a infração é classificada como grave, no artigo 207 do Código de Trânsito Brasileiro, que determina a penalidade para conversões proibidas. O artigo prevê a penalidade de cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação e multa no valor de R$ 195,23. A autuação ocorre a partir da constatação do agente de trânsito, independentemente de acidentes.

Motoristas que circulam frequentemente pela via ressaltam que "as conversões irregulares ainda ocorrem no local". O motorista de aplicativo, Adilson da Silva observa a prática em diferentes cruzamentos ao longo da avenida. Ele destaca que "a situação ocorre no cruzamento com a rua Bahia e em outros pontos com a mesma restrição".

Segundo Silva as mudanças contribuem para melhorar o fluxo de veículos na avenida, principalmente nos horários de maior movimento, que apresentavam locais de engarrafamento e congestionamento. “As placas estão bem claras e eu senti uma melhora no fluxo, principalmente nos horários de pico”. O motorista destaca que aplicativos como Google Maps e Waze indicam rotas compatíveis com a nova sinalização.

A  doutora em Ciência Ambientais e Sustentabilidade Agropecuária Rocheli Carnaval destaca que o volume de veículos em circulação exige adaptações constantes no planejamento viário. “Campo Grande tem quase 700 mil veículos, o que representa quase um carro para cada 1,4 pessoas”. Rocheli Carnaval ressalta que o alto fluxo em "horário de pico" nas vias impacta diretamente na fluidez do trânsito.

Rocheli Carnaval ressalta que a avenida Afonso Pena é uma via arterial para o fluxo do trânsito na Capital e concentra grande fluxo de deslocamentos. “Quando há acúmulo de carros para conversão à esquerda, ocorre o estrangulamento do trânsito na via principal”. Rocheli Carnaval afirma que o modelo de “laço de quadra” permite que o motorista realize o trajeto por conversões à direita, com retorno em quadras próximas.