Mercado de casamento cresce em 2013

[caption id="attachment_1793" align="alignright" width="300"]foto matéria capa Bolos de casamento da empresa campo-grandense Sweet[/caption] Pesquisa divulgada  pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que Campo Grande é a 6ª capital do país com o maior volume de casados,  34% da população. Segundo o cerimonialista Antônio Osmanio, que trabalha há 22 anos com eventos, o mercado  teve um grande crescimento. Ele lembra que antes as pessoas procuravam conhecidos que trabalhavam informalmente no setor. Hoje os serviços são profissionalizados. Outra mudança observada por Osmanio é a perspectiva do noivo dentro da cerimônia. “Antes o noivo era visto apenas como um coadjuvante da festa, agora existem lojas específicas para ele.  "Atualmente eles fazem sugestões, como a música da festa e o local, mas ainda assim não se preocupam muito com decoração, por exemplo,” destaca. O cardápio das festas também está diferente. "Antes as pessoas se preparavam para comer muito nas festas, os noivos pensavam muito no que iriam servir. Hoje em dia , a tendência é a de que o cardápio seja servido em pequenas porções, conhecidas como finger food (comida para se comer com as mãos, em uma tradução livre). Agora os casais pensam mais na animação. O casamento é quase uma balada”, explica o cerimonialista. Mesmo com casamentos cada vez mais modernos, o cerimonialista conta que o caráter de seriedade continua. “ A  cerimônia é a mesma, mantemos a tradição”, diz. GASTOS [caption id="attachment_1795" align="alignleft" width="216"]personagens Michael e Vanessa preferiram mobiliar a casa a uma festa de casamento (arquivo pessoal)[/caption] Segundo a  Associação das Empresas do Setor de Eventos (Abrafesta), há um  crescimento de 14,3% no faturamento do segmento nos últimos meses. Uma das formas de perceber esta valorização de mercado é quando se leva em consideração a quantia paga para realização da cerimônia. De acordo com Osmanio,  uma festa de casamento para 200 pessoas custa em média R$ 30 mil. "Pelos altos valores, algumas pessoas até desistem da festa de casamento dos sonhos", afirma. Depois de um ano juntos, Ana Lucia Dias e Kleber Dias resolveram casar. Após alguns meses de economia, eles desistiram de fazer a festa e aplicaram o dinheiro em uma entrada para compra de um carro e na compra de móveis. “Resolvemos não fazer festa porque é muito caro e não há um proveito legal”, afirma o casal. Vanessa Ferreira e Michael Benante compartilham da mesma ideia. O casal está noivo e decidiram não fazer festas. “Já pensei nessa ideia de fazer festa sim, mas fazendo um orçamento por cima iríamos gastar muito. Com esse dinheiro compramos a mobília da casa inteira. Apenas um jantar pra parentes mais chegados. Um almoço talvez," afirma Vanessa. A exemplo destes casais, o planejamento da cerimônia como um todo, desde o quanto se deseja gastar até pequenos mimos na decoração, é uma das apostas mais assertivas quando se decide pela celebração da vida a dois, é o que afirma a economista Isabela Fernandes. Ouça as dicas da especialista sobre como poupar para uma festa de casamento. http://soundcloud.com/primeiranot-cia/economista-isabela-fernandes Fotos: Lucas Pellicioni e Fabiane Neiva Texto: Nayara Agostinho Edição: Maressa Mendonça  
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