Protesto e cancelamento marcam eleição da Faenge

[caption id="attachment_2754" align="alignleft" width="233"]A eleição foi realizada no dia 28 de Junho. Eleição na Faeng foi realizada no dia 28 de Junho[/caption] A Faculdade de Engenharias, Geografia e Arquitetura e Urbanismo (Faenge), da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), realizou na última sexta-feira (28), o processo eleitoral que elegeu o professor e engenheiro elétrico João Onofre Pereira Pinto, novo diretor da unidade.  A eleição que deveria ser realizada no dia 21 de junho de 2013, foi adiada por decisão da comissão. Os docentes e engenheiros Amâncio Rodrigues da Silva Júnior e João Onofre Pereira Pinto, concorriam ao cargo de diretor. Cerca de 100 acadêmicos protestaram no dia contra o cancelamento da eleição, pois segundo eles, era apenas uma “manobra” do antigo diretor Amâncio Rodrigues da Silva, que estava no cargo há oito anos. [caption id="attachment_2759" align="alignright" width="203"]Assessor da reitoria da UFMS, José Carlos Crisostomo. Assessor da Reitoria da UFMS, José Carlos Crisóstomo[/caption] Segundo o assessor da Reitoria da UFMS, José Carlos Crisostomo, o professor Amâncio Rodrigues não poderia concorrer, pois o estatuto da universidade impede a recondução do cargo de diretor, independente de onde for exercido, seja na Faenge ou no antigo Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, CCET. “A questão está relacionada com o cargo. O estatuto da UFMS determina que o mesmo candidato só pode ser eleito uma vez e reconduzido ao cargo também apenas uma vez. E o professor Amâncio já conduz há oito anos, tendo cumprido dois mandatos.” conclui Crisostomo. Na quarta-feira (24), ocorreu uma reunião do Conselho da Faenge, que analisou a suspensão da eleição e sugeriu duas propostas. Uma delas propunha a continuidade do processo eleitoral, feito apenas com o candidato João Onofre, pois este não teve a sua candidatura impugnada, a outra sugeria a abertura de um novo processo eleitoral, ainda com o professor Amâncio Rodrigues impedido de competir. No final da reunião foi decidido dar continuidade, com nova data para o dia 28 de junho. O estudante de Engenharia Civil, Higor Cirilo, foi um dos acadêmicos que acompanhou todo o processo. Segundo ele a comissão eleitoral suspendeu as eleições na sexta-feira (21), por não haver tempo hábil, sem a consulta do Conselho de faculdade. Ele afirma que a revolta dos alunos demonstra que os acadêmicos não aceitam mais o autoritarismo imposto e acreditam que a comunidade deve ser consultada e deve participar mais das eleições: https://soundcloud.com/gilvana-hobold-krenkel/estudante-de-engenharia-civil Para a estudante, Renata Rezende, as reclamações sobre as eleições e escolha de candidato estão relacionadas com a esperança por mudanças na Faeng, onde, segundo ela, as condições são precárias. “Faltam laboratórios completos. Existem os equipamentos, mas faltam coisas básicas, como por exemplo, extensões para que os computadores sejam ligados.” conclui Rezende. Depois do cancelamento das eleições, reuniões de conselho e protestos, o diretor eleito João Onofre Pereira começou, no dia 1 de julho,  o seu mandato que tem a duração de quatro anos. Repórteres:  Gilvana Krenkel, Ana Lívia Fotógrafa: Yasmin Rezende Editor: Daniel Lacraia
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