Bandeira manchada de sangue durante o primeiro dia de manifestação em Campo Grande-MS Foto: Everson Tavares[/caption]
As marcas na bandeira do Brasil representam mais do que parece. O sangue é da perna de um dos vândalos que atacou o centro de Campo Grande depois do fim da manifestação, mas as verdadeiras manchas foram causadas pela omissão (planejada?) do Estado.
Acompanhe os fatos comigo, mas, por favor, se for compartilhar repasse por completo para não modificarem o sentido das informações. É longo, mas se ler tudo vai entender muita coisa.
Ouvi um boato de briga na praça do Rádio por volta das 21h e me desloquei do paço municipal, onde grande parte dos manifestantes gritavam palavras de ordem e cantavam o hino nacional. No caminho, encontrei três policiais do Moto Patrulhamento da Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) parados no meio da rua, a cerca de 50 metros do aglomerado. Fiz uma foto deles e, antes que pudesse fazer a segunda, eles começaram a dar meia volta e foram para o sentido contrário das pessoas. Achei estranho, mas continuei. Dez minutos depois começou o caos.
Vândalos mascarados destruíram vidraças e picharam um ônibus. Os próprios manifestantes tentavam impedir a destruição. A Moto Patrulha só apareceu cinco minutos depois do começo da confusão e partiu para escoltar o ônibus. Segui a regra geral - “não fique sozinho” e me uni a alguns colegas da imprensa. Passamos a seguir qualquer indício de vandalismo. O problema é que fotojornalista tem que ficar na linha de frente se quiser alguma imagem decente.
Os vândalos tentavam destruir uma banca de revistas. Saímos em disparada, como em qualquer pauta. Um colega chegou primeiro e conseguiu fazer uma foto do cara que chutava a porta da banca. Mas o flash chamou muita atenção. Um grupo foi para cima do repórter na exigência que a foto fosse apagada. Ele apagou, mas as ameaças continuaram. Tentei intervir ao explicar que era nosso trabalho — essas coisas geralmente funcionam. Não adiantou. Quando os manifestantes notaram, puxaram a gente da confusão. Foi só a primeira ameaça física da noite.
Seguíamos os rastros em busca de fazer a melhor foto, mas ainda nos comportávamos como se estivéssemos em uma pauta comum. No ato seguinte, contra uma das lojas da Afonso Pena, só notei o perigo quando um cara mal encarado virou pra mim e disse: “a coisa vai ficar feia se continuar tirando foto, rapá” e veio pra cima. Corri e tentei reencontrar os repórteres, mas já tinham sumido. Consegui encontrar o Leonardo, fotojornalista da confusão anterior. Decidimos ficar juntos e, principalmente, desligar os flashes. Começamos a notar que a pauta estava mais estranha que o habitual. A medida que nos afastávamos diminuía o número de manifestantes e aumentava os de vândalos, ou seja, o perigo.
Seguíamos de longe, com a praticidade das teleobjetivas ou a sutileza de lentes especiais para fazer nosso trabalho e ouvíamos com frequência alguém dizer: “a imprensa é manipuladora”, diziam. Como se a responsabilidade da manipulação fosse do repórter, que ganha mal pacas e volta e meia tem que lidar com situações de risco que nem a polícia enfrenta. Começamos a notar outra coisas estranhas... Nem sinal da polícia.
Um vândalo sem sorte cortou a perna quando quebrou a porta de vidro de um agência bancária. “Vou lá fazer a foto, com um corte desses ele não vai correr mesmo”, pensei. Mas o cara tava machucado e não parava de se mexer, iria sangrar ainda mais e certamente piorar a lesão. Falou mais forte meu lado escoteiro e fui socorrer o cara junto do Leonardo. Acalmei a vítima, como me ensinou o Marcio Vinicius, e pedi para ligarem para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Nessa hora chegou um “brother” do cara, disse que iria caçar a gente no inferno se fotografássemos. Cada vez que eu encostava na câmera por qualquer motivo era uma nova ameaça. Que estranho, sempre que eu passo naquela esquina em dias movimentados tem uma brigada da Ciptran e, hoje, não tem nem o barulho da sirene.
Estava quase para desistir, levantei e pedi para um cara do meu lado ligar para alguma autoridade. “Tô ligando a vinte minutos para a polícia e ninguém atende”, disse ele. Como assim? Tentei relembrar os momentos que vi a polícia. “Quando entrei no ônibus tinham dois, no paço municipal tinha a guarda, os três de moto dando a volta…” Mal tive tempo de terminar o raciocínio e voltei a ajudar o ferido, porque o “brother” dele queria impedir o sangramento com um torniquete feito com a bandeira do Brasil. A tensão aumentava e, obviamente, era direcionada aos dois estranhos do grupo. Só sossegaram quando chegou o SAMU.
Alguns segundos depois, chegou uma brigada da Moto Patrulha que partiu em direção aos outros vândalos. Em menos de um minuto, chegou o corpo de Bombeiros, uma ambulância, várias motos e carros da Polícia Militar (PM) e até a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). “Como assim, onde eles estavam na última hora?”, falei sozinho para o vento, numa tentativa de entender. Os outros repórteres já tinham nos localizado, não tinham visto polícia até aquela hora também.
Quando parti para fotografar, o cara que estava com uma bandeira do Brasil se ajoelhava aos pés dos policiais parados na esquina da Calógeras com a Afonso Pena. Neste momento, lembrei de um trecho da palestra do Marcelo Freixo, deputado estadual no Rio de Janeiro, sobre a violência nas favelas. Freixo explicou que o problema não é o Estado se omitir em relação as questões da sociedade, como a moradia e o transporte, é justamente a lógica inversa. A omissão do Estado é planejada para gerar um problema — o que depois justificará uma ação ostensiva do próprio Estado. Exatamente o que aconteceu hoje. A polícia sai das ruas (assim como saiu em Sampa e no Rio), pessoas despolitizadas destroem a cidade (também destruíram em Sampa e no Rio) e, em seguida, a opinião pública começa ser confundida e usada pelos próprios agentes que orquestraram a coisa toda (assim como o prefeito do Rio diminuiu a passagem, sem nem se importar em planificar os gastos e revelar o custo real do transporte). Omissão planejada funciona melhor do que a Tropa de Choque!
Everson Tavares
Relatos de um fotojornalista durante as manifestações em Campo Grande-MS
[caption id="attachment_3589" align="alignnone" width="700"]
Bandeira manchada de sangue durante o primeiro dia de manifestação em Campo Grande-MS Foto: Everson Tavares[/caption]
As marcas na bandeira do Brasil representam mais do que parece. O sangue é da perna de um dos vândalos que atacou o centro de Campo Grande depois do fim da manifestação, mas as verdadeiras manchas foram causadas pela omissão (planejada?) do Estado.
Acompanhe os fatos comigo, mas, por favor, se for compartilhar repasse por completo para não modificarem o sentido das informações. É longo, mas se ler tudo vai entender muita coisa.
Ouvi um boato de briga na praça do Rádio por volta das 21h e me desloquei do paço municipal, onde grande parte dos manifestantes gritavam palavras de ordem e cantavam o hino nacional. No caminho, encontrei três policiais do Moto Patrulhamento da Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) parados no meio da rua, a cerca de 50 metros do aglomerado. Fiz uma foto deles e, antes que pudesse fazer a segunda, eles começaram a dar meia volta e foram para o sentido contrário das pessoas. Achei estranho, mas continuei. Dez minutos depois começou o caos.
Vândalos mascarados destruíram vidraças e picharam um ônibus. Os próprios manifestantes tentavam impedir a destruição. A Moto Patrulha só apareceu cinco minutos depois do começo da confusão e partiu para escoltar o ônibus. Segui a regra geral - “não fique sozinho” e me uni a alguns colegas da imprensa. Passamos a seguir qualquer indício de vandalismo. O problema é que fotojornalista tem que ficar na linha de frente se quiser alguma imagem decente.
Os vândalos tentavam destruir uma banca de revistas. Saímos em disparada, como em qualquer pauta. Um colega chegou primeiro e conseguiu fazer uma foto do cara que chutava a porta da banca. Mas o flash chamou muita atenção. Um grupo foi para cima do repórter na exigência que a foto fosse apagada. Ele apagou, mas as ameaças continuaram. Tentei intervir ao explicar que era nosso trabalho — essas coisas geralmente funcionam. Não adiantou. Quando os manifestantes notaram, puxaram a gente da confusão. Foi só a primeira ameaça física da noite.
Seguíamos os rastros em busca de fazer a melhor foto, mas ainda nos comportávamos como se estivéssemos em uma pauta comum. No ato seguinte, contra uma das lojas da Afonso Pena, só notei o perigo quando um cara mal encarado virou pra mim e disse: “a coisa vai ficar feia se continuar tirando foto, rapá” e veio pra cima. Corri e tentei reencontrar os repórteres, mas já tinham sumido. Consegui encontrar o Leonardo, fotojornalista da confusão anterior. Decidimos ficar juntos e, principalmente, desligar os flashes. Começamos a notar que a pauta estava mais estranha que o habitual. A medida que nos afastávamos diminuía o número de manifestantes e aumentava os de vândalos, ou seja, o perigo.
Seguíamos de longe, com a praticidade das teleobjetivas ou a sutileza de lentes especiais para fazer nosso trabalho e ouvíamos com frequência alguém dizer: “a imprensa é manipuladora”, diziam. Como se a responsabilidade da manipulação fosse do repórter, que ganha mal pacas e volta e meia tem que lidar com situações de risco que nem a polícia enfrenta. Começamos a notar outra coisas estranhas... Nem sinal da polícia.
Um vândalo sem sorte cortou a perna quando quebrou a porta de vidro de um agência bancária. “Vou lá fazer a foto, com um corte desses ele não vai correr mesmo”, pensei. Mas o cara tava machucado e não parava de se mexer, iria sangrar ainda mais e certamente piorar a lesão. Falou mais forte meu lado escoteiro e fui socorrer o cara junto do Leonardo. Acalmei a vítima, como me ensinou o Marcio Vinicius, e pedi para ligarem para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Nessa hora chegou um “brother” do cara, disse que iria caçar a gente no inferno se fotografássemos. Cada vez que eu encostava na câmera por qualquer motivo era uma nova ameaça. Que estranho, sempre que eu passo naquela esquina em dias movimentados tem uma brigada da Ciptran e, hoje, não tem nem o barulho da sirene.
Estava quase para desistir, levantei e pedi para um cara do meu lado ligar para alguma autoridade. “Tô ligando a vinte minutos para a polícia e ninguém atende”, disse ele. Como assim? Tentei relembrar os momentos que vi a polícia. “Quando entrei no ônibus tinham dois, no paço municipal tinha a guarda, os três de moto dando a volta…” Mal tive tempo de terminar o raciocínio e voltei a ajudar o ferido, porque o “brother” dele queria impedir o sangramento com um torniquete feito com a bandeira do Brasil. A tensão aumentava e, obviamente, era direcionada aos dois estranhos do grupo. Só sossegaram quando chegou o SAMU.
Alguns segundos depois, chegou uma brigada da Moto Patrulha que partiu em direção aos outros vândalos. Em menos de um minuto, chegou o corpo de Bombeiros, uma ambulância, várias motos e carros da Polícia Militar (PM) e até a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). “Como assim, onde eles estavam na última hora?”, falei sozinho para o vento, numa tentativa de entender. Os outros repórteres já tinham nos localizado, não tinham visto polícia até aquela hora também.
Quando parti para fotografar, o cara que estava com uma bandeira do Brasil se ajoelhava aos pés dos policiais parados na esquina da Calógeras com a Afonso Pena. Neste momento, lembrei de um trecho da palestra do Marcelo Freixo, deputado estadual no Rio de Janeiro, sobre a violência nas favelas. Freixo explicou que o problema não é o Estado se omitir em relação as questões da sociedade, como a moradia e o transporte, é justamente a lógica inversa. A omissão do Estado é planejada para gerar um problema — o que depois justificará uma ação ostensiva do próprio Estado. Exatamente o que aconteceu hoje. A polícia sai das ruas (assim como saiu em Sampa e no Rio), pessoas despolitizadas destroem a cidade (também destruíram em Sampa e no Rio) e, em seguida, a opinião pública começa ser confundida e usada pelos próprios agentes que orquestraram a coisa toda (assim como o prefeito do Rio diminuiu a passagem, sem nem se importar em planificar os gastos e revelar o custo real do transporte). Omissão planejada funciona melhor do que a Tropa de Choque!
Everson Tavares
Relatos de um fotojornalista durante as manifestações em Campo Grande-MS
Bandeira manchada de sangue durante o primeiro dia de manifestação em Campo Grande-MS Foto: Everson Tavares[/caption]
As marcas na bandeira do Brasil representam mais do que parece. O sangue é da perna de um dos vândalos que atacou o centro de Campo Grande depois do fim da manifestação, mas as verdadeiras manchas foram causadas pela omissão (planejada?) do Estado.
Acompanhe os fatos comigo, mas, por favor, se for compartilhar repasse por completo para não modificarem o sentido das informações. É longo, mas se ler tudo vai entender muita coisa.
Ouvi um boato de briga na praça do Rádio por volta das 21h e me desloquei do paço municipal, onde grande parte dos manifestantes gritavam palavras de ordem e cantavam o hino nacional. No caminho, encontrei três policiais do Moto Patrulhamento da Companhia Independente de Polícia Militar de Trânsito (Ciptran) parados no meio da rua, a cerca de 50 metros do aglomerado. Fiz uma foto deles e, antes que pudesse fazer a segunda, eles começaram a dar meia volta e foram para o sentido contrário das pessoas. Achei estranho, mas continuei. Dez minutos depois começou o caos.
Vândalos mascarados destruíram vidraças e picharam um ônibus. Os próprios manifestantes tentavam impedir a destruição. A Moto Patrulha só apareceu cinco minutos depois do começo da confusão e partiu para escoltar o ônibus. Segui a regra geral - “não fique sozinho” e me uni a alguns colegas da imprensa. Passamos a seguir qualquer indício de vandalismo. O problema é que fotojornalista tem que ficar na linha de frente se quiser alguma imagem decente.
Os vândalos tentavam destruir uma banca de revistas. Saímos em disparada, como em qualquer pauta. Um colega chegou primeiro e conseguiu fazer uma foto do cara que chutava a porta da banca. Mas o flash chamou muita atenção. Um grupo foi para cima do repórter na exigência que a foto fosse apagada. Ele apagou, mas as ameaças continuaram. Tentei intervir ao explicar que era nosso trabalho — essas coisas geralmente funcionam. Não adiantou. Quando os manifestantes notaram, puxaram a gente da confusão. Foi só a primeira ameaça física da noite.
Seguíamos os rastros em busca de fazer a melhor foto, mas ainda nos comportávamos como se estivéssemos em uma pauta comum. No ato seguinte, contra uma das lojas da Afonso Pena, só notei o perigo quando um cara mal encarado virou pra mim e disse: “a coisa vai ficar feia se continuar tirando foto, rapá” e veio pra cima. Corri e tentei reencontrar os repórteres, mas já tinham sumido. Consegui encontrar o Leonardo, fotojornalista da confusão anterior. Decidimos ficar juntos e, principalmente, desligar os flashes. Começamos a notar que a pauta estava mais estranha que o habitual. A medida que nos afastávamos diminuía o número de manifestantes e aumentava os de vândalos, ou seja, o perigo.
Seguíamos de longe, com a praticidade das teleobjetivas ou a sutileza de lentes especiais para fazer nosso trabalho e ouvíamos com frequência alguém dizer: “a imprensa é manipuladora”, diziam. Como se a responsabilidade da manipulação fosse do repórter, que ganha mal pacas e volta e meia tem que lidar com situações de risco que nem a polícia enfrenta. Começamos a notar outra coisas estranhas... Nem sinal da polícia.
Um vândalo sem sorte cortou a perna quando quebrou a porta de vidro de um agência bancária. “Vou lá fazer a foto, com um corte desses ele não vai correr mesmo”, pensei. Mas o cara tava machucado e não parava de se mexer, iria sangrar ainda mais e certamente piorar a lesão. Falou mais forte meu lado escoteiro e fui socorrer o cara junto do Leonardo. Acalmei a vítima, como me ensinou o Marcio Vinicius, e pedi para ligarem para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Nessa hora chegou um “brother” do cara, disse que iria caçar a gente no inferno se fotografássemos. Cada vez que eu encostava na câmera por qualquer motivo era uma nova ameaça. Que estranho, sempre que eu passo naquela esquina em dias movimentados tem uma brigada da Ciptran e, hoje, não tem nem o barulho da sirene.
Estava quase para desistir, levantei e pedi para um cara do meu lado ligar para alguma autoridade. “Tô ligando a vinte minutos para a polícia e ninguém atende”, disse ele. Como assim? Tentei relembrar os momentos que vi a polícia. “Quando entrei no ônibus tinham dois, no paço municipal tinha a guarda, os três de moto dando a volta…” Mal tive tempo de terminar o raciocínio e voltei a ajudar o ferido, porque o “brother” dele queria impedir o sangramento com um torniquete feito com a bandeira do Brasil. A tensão aumentava e, obviamente, era direcionada aos dois estranhos do grupo. Só sossegaram quando chegou o SAMU.
Alguns segundos depois, chegou uma brigada da Moto Patrulha que partiu em direção aos outros vândalos. Em menos de um minuto, chegou o corpo de Bombeiros, uma ambulância, várias motos e carros da Polícia Militar (PM) e até a Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe). “Como assim, onde eles estavam na última hora?”, falei sozinho para o vento, numa tentativa de entender. Os outros repórteres já tinham nos localizado, não tinham visto polícia até aquela hora também.
Quando parti para fotografar, o cara que estava com uma bandeira do Brasil se ajoelhava aos pés dos policiais parados na esquina da Calógeras com a Afonso Pena. Neste momento, lembrei de um trecho da palestra do Marcelo Freixo, deputado estadual no Rio de Janeiro, sobre a violência nas favelas. Freixo explicou que o problema não é o Estado se omitir em relação as questões da sociedade, como a moradia e o transporte, é justamente a lógica inversa. A omissão do Estado é planejada para gerar um problema — o que depois justificará uma ação ostensiva do próprio Estado. Exatamente o que aconteceu hoje. A polícia sai das ruas (assim como saiu em Sampa e no Rio), pessoas despolitizadas destroem a cidade (também destruíram em Sampa e no Rio) e, em seguida, a opinião pública começa ser confundida e usada pelos próprios agentes que orquestraram a coisa toda (assim como o prefeito do Rio diminuiu a passagem, sem nem se importar em planificar os gastos e revelar o custo real do transporte). Omissão planejada funciona melhor do que a Tropa de Choque!
Everson Tavares
Relatos de um fotojornalista durante as manifestações em Campo Grande-MS