Campo Grande registrou temporal com rajadas de vento próximas de 90 km/h e acúmulo de 19,6 milímetros de chuva no dia 10 de setembro de 2026. A tempestade interrompeu o fornecimento de energia para mais de 300 mil unidades consumidoras, que em alguns pontos da cidade, permaneceram por mais de 40 horas sem energia. Escolas da Rede Municipal de Ensino registraram alagamentos das salas de aula, quadra de esporte e banheiros.
A Ouvidoria-Geral do Município registrou mais de 450 chamados durante o período de chuvas intensas. A região central, que abrange as avenidas Mato Grosso e Afonso Pena, foi a área mais afetada da cidade, com 120 chamados. Moradores dos bairros Amambai, Vila Carvalho, Carandá Bosque e da avenida Senador Antônio Mendes Canale solicitaram retirada de árvores caídas e restabelecimento de energia elétrica.
A interrupção prolongada do fornecimento de energia afetou o funcionamento de estabelecimentos comerciais. Os comerciantes cancelaram as atividades e suspenderam os atendimentos. A falta de energia elétrica afetou produtos que dependem de refrigeração e danificou equipamentos eletrônicos. Moradores perderam alimentos e tiveram gastos com reparos nos imóveis atingidos pela tempestade.
O secretário-executivo de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Coronel Wagner Ferreira afirmou que a concessionária Energisa restabeleceu a energia dos municípios afetados pela tempestade. "Aqui no Centro Integrado de Comando e Controle, nós temos equipes da Energisa em contato direto com a Elektro, que faz esse trabalho em alguns municípios do estado. Então, nós estamos em direta conexão, fazendo os acertos para que, se necessário, o deslocamento do corpo de bombeiros possa ser rapidamente feito".
Morador do bairro Jardim Canguru, Sidinei Moreira destacou que as oscilações no fornecimento de energia provocaram danos em equipamentos da sua residência. Ele registrou reclamação na concessionária Energisa após registrar variações na tensão elétrica. O morador afirmou que as oscilações continuaram e a tensão chegou a 126 volts. Moreira gastou R$300 para substituir o relé da geladeira e R$900 para reparar o motor do portão na entrada de sua casa, que foram danificados.
Proprietária da loja Panffers, Lethícia Dantas teve prejuízos decorrente a tempestade durante a Feira do bairro Rita Vieira. A propietária afirmou que a estrutura do seu ponto de venda "pesava cerca de 70 quilos, foi derrubada pelo vento, atingiu o carro da mãe e deixou riscos no veículo. A loja ficou duas semanas sem abrir devido à perda da barraca de venda e dos alimentos".
Morador do bairro Parque do Sol, Maycon da Silva teve o carro atingido por uma árvore de grande porte durante a tempestade. A árvore caiu em seu veículo e atingiu outro carro à frente. Maycon da Silva afirmou que teve perda total nos dois carros.