População, estudantes, trabalhadores, artistas e ciclistas ocuparam a avenida Afonso Pena na manhã do último dia 19 de junho para protestar contra a gestão do atual presidente da República, Jair Bolsonaro. O ato se concentrou na Praça do Rádio Clube às 10h00 e seguiu por cerca de um quilometro em passeata pelo centro da cidade. Os manifestantes fizeram paradas em frente ao Banco do Brasil e ao prédio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para realizar discursos sobre a privatização e a precarização dos serviços públicos.
O grupo de artistas e ciclistas se concentraram em frente ao relógio da Avenida Calógeras e seguiram em passeata até a Praça do Rádio Clube. A Polícia Militar acompanhou a manifestação e fechou as ruas para a segurança da população. Entre as principais pautas do movimento estava o pedido por mais vacinas, a volta do auxílio emergencial e a revogação da Emenda Constitucional 95. Os manifestantes são contrários também à PEC 32/20, da Reforma Administrativa, que interfere na establidade dos servidores públicos e diminui o oferecimento de concursos públicos.
Para o advogado e representante dos Advogados pela Democracia, Mario Fonseca, o movimento bolsonarista cresceu nos últimos anos. Segundo Fonseca, os partidos de esquerda precisam se unir em uma frente ampla. “O bolsonarismo é um projeto de poder que atende aos interesses das elites. É um movimento que veio com o Bolsonaro por meio do negacionismo. Quantos mortos nós vamos contar até 2022? Que país nós vamos ter?”
A estudante do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Agnes Viana relata que a participação da comunidade acadêmica é importante em movimentos como esse. A estudante explica que em 2019 os estudantes fizeram protestos contra os cortes de verbas destinadas a educação. “A derrubada do Presidente é pauta nossa enquanto movimento estudantil. Nós precisamos contrapor essa política de desmonte dos nossos direitos conquistados por muitas lutas. Por isso, nós precisamos urgentemente tirar o Bolsonaro da presidência do país para retomar nossos direitos que estão sendo retirados.”
Cavalaria fechou as ruas para a segurança dos manifestantes | crédito: Clara FariasO ciclista Pedro Garcia, membro do coletivo Bicinosplanos, relata que participou do ato contra o governo pela reforma no Código Brasileiro de Trânsito (CBT), no qual a renovação da Carteira de Motorista passou a ser realizada a cada 10 anos, e aumentou o número de infrações permitidas aos motoristas antes de ter o documento suspenso. “Esse afrouxamento do CBT resulta em maus condutores. Esse mau condutor pode vir a me atropelar quando eu estiver pedalando.”

As ruas do centro foram ocupadas pelos manifestantes. - (Foto: Clara Farias)




